09 de julho de 2026
Articulistas

Encruzilhada penosa!


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Fala-se e escreve-se muito, desenhando no quadro negro da humanidade, a perspectiva de uma nova guerra internacional em futuro breve. Não o escondem os pronunciamentos de figuras importantes, enquanto influentes, catalogadas nos principais países do Velho Mundo e, portanto, como que testemunhas ocasionais de situações ou de acontecimentos político-sociais propensos a gerarem condições propícias para a nova hecatombe. Estes últimos dias foram férteis de insinuações alusivas, notadamente em função do primeiro aniversário do terrorismo que se lançou sobre a Nova York de todos nós. Completou-se a chama incendiária adiantando-se até que tropas expedicionárias, destinadas à explosão da contenda, já estava em finais de treinamento nos quartéis.

É de se lamentar, contudo, que a problemática das divergências e animosidades não campeia unicamente naquelas distâncias, pois que várias nações da nossa América Latina, embora equidistantes das possibilidades de uma conflagração, vivem, no entanto, conturbações internas profundamente perigosas para a plena normalidade de suas vidas. Na Argentina, aqui bem pertinho dos brasileiros, não cessam as desinteligências entre povo e governo, com conflitos selvagens nas ruas e praças, onde circula a contraposição popular, o que se repete nas terras do Paraguai, Peru, Equador, Colômbia, Chile e outras regiões, descontentes, como as de outros planetas, com os rumos adotados pelas administrações nacionais.

Indubitavelmente, denota o panorama que a nossa pacífica América encontra-se numa encruzilhada, terrível encruzilhada, idêntica à de 1930, quando se rompeu a ordem agropecuária e os países tomaram a senda da industrialização, assim como a de 50, a partir da qual a indústria percebeu diante de si barreiras econômicas e institucionais totalmente contrárias à sua almejada expansão.

Ainda assim, algum progresso os países, nossos prezados vizinhos, conseguiriam assinalar, o qual, no entanto, pouco a pouco foi se diluindo por topar, nos últimos 20 anos, com entraves que o têm feito encolher-se perigosamente, por carência de condições para copiar o estilo sócio-econômico das sociedades capitalistas, nas quais, sorte delas, não existem, dependentes de superação, os graves problemas de saúde, educação, saneamento e alimentação, com os quais os sul-americanos trombam nas suas encruzilhadas, de difícil transposição, face ao que precisam os “motoristas” tomar-se de cuidados especiais afim de fugirem aos riscos de colisões fatais. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)