Bem, esta minha história não é uma história de amor, mas uma lição de vida, de algo que aconteceu comigo. Então vamos ao fato:
Meu nome hoje vai ser Higor. Tenho 20 anos, me considero atraente, simpático, e como todo jovem, baderneiro. Não tenho uma boa experiência de vida, mas é claro que sei o que é certo e errado, sempre tive uma boa comunicação com meus pais e amigos em relação a qualquer tipo de assunto. E como eu gosto muito de sair na noite, em uma das minhas noites foi um tanto diferente. Como normalmente quando saio conheço pessoas de todos os tipos, legais e chatas, nesse dia conheci Mônica, uma jovem muito interessante e simpática, 22 anos, morena, da minha altura e atraente, uma jovem que todo cara gostaria de ficar, e como nos entendemos muito bem, acabou rolando e ficamos entre muitos beijos e carícias. Quando já era umas 3h30 da madrugada, sugeri que terminássemos a noite em outro lugar, pois naquela altura o desejo falava mais alto e Mônica topou! E aí fomos para um motel muito bom aqui mesmo em Bauru.
E lá foi muito melhor do que eu imaginei, realmente valeu a pena, era para ter sido uma das minhas melhores transas. Estou dizendo era, pois aconteceu um fato que me preocupou muito na hora, e me preocuparia ainda mais no futuro. Durante a nossa transa o meu tesão era tanto que não percebi quando o preservativo estourou e eu continuei e só me dei conta depois que eu cheguei ao orgasmo. Na hora eu fiquei desesperado, pedindo pelo amor de Deus que ela falasse se tinha alguma doença D.S.T. ou HIV. Ela me disse para eu não me preocupar, que ela não tinha nada, mas o que mais me irritava é que ela era calma e nem sequer perguntou se eu tinha alguma doença, afinal o meu sêmen estava dentro do seu canal vaginal, e isso parecia que não a preocupava. Dias depois procurei um posto de saúde para me informar melhor sobre o assunto e como eu deveria proceder, a enfermeira do posto me disse que eu só poderia fazer o exame de HIV depois de 3 meses, que era o tempo de constar no exame se eu tinha ou não HIV, mas ela me alertou também para eu ficar atento com a DST.
Passados os 3 meses de angústia, certifiquei-me de que eu não tinha nenhuma DST, procurei um médico e, realmente, DST eu não tinha, graças a Deus, mas aí só me estava saber se eu tinha o vírus HIV.
Então, retornei ao posto de saúde para fazer o exame, assisti a uma palestra sobre DST e HIV, além de responder várias perguntas, só depois fui fazer o exame. Depois que fiz o exame, a moça me disse para eu voltar depois de 20 dias. Enquanto não se passavam os 20 dias eu ficava angustiado pensando em como seria a minha vida se eu estivesse com o vírus HIV, pensava se eu iria contar para alguém ou não, em relação a sair na noite eu já estava meio desanimado.
Mas depois de 20 dias fui buscar o resultado do exame. Quando eu cheguei e a assistente social me pediu para sentar e foi conversando para quebrar o gelo, mas ela viu que eu estava muito nervoso e pediu para eu ter calma, que o que tiver que ser, será, depois de dizer isso ela me disse para eu respirar aliviado pois eu não tinha o vírus HIV. Quando ela me disse isso senti como se tirasse uma pedra das minhas costas, mas uma pedra muito grande.
Antes de eu saber o resultado do exame havia prometido para mim mesmo que depois de passar por tudo isso eu contaria a minha aflição para o Jornal da Cidade. Eu sou um dos poucos sortudos que fizeram o exame e o resultado dá negativo, por isso agradeço a Deus por estar vivo, mas além de estar vivo é preciso saber viver com isso, temos que nos cuidar, é preciso se prevenir sempre, e quando se está com dúvida é preciso encarar e ter muita coragem para tirar esta dúvida, pois a pior coisa do mundo é viver com a incerteza.
Deixo aqui minha mensagem com a esperança de que as pessoas se conscientizem e se previnam. Tchau.
Higor
Obs.: A Mônica eu nunca mais vi.