Um grupo de pesquisadores brasileiros vai tentar descobrir o fator genético causador da dislexia – incapacidade de compreensão de leitura causada por uma lesão no sistema nervoso central.
Durante toda a tarde da última sexta-feira, os dez pesquisadores que integram o projeto - financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) - estiveram reunidos pela primeira vez no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP) - Centrinho, de Bauru.
“Teremos quatro anos para executar o trabalho de campo e analisar as amostras de sangue que serão coletadas em cerca de 150 famíliasâ€, explica o geneticista do Centrinho/USP, Antonio Richieri Costa - um dos responsáveis por iniciar o projeto.
As famílias serão escolhidas nas cidades de Bauru, Botucatu, Marília e Campinas – onde funcionam as instituições de ensino das quais os pesquisadores fazem parte: USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade de Campinas).
“Esta é uma iniciativa muldisciplinar que vai envolver, além de geneticistas, também fonoaudiólogos, pediatras, psicólogos e outros colaboradores da área de pesquisa e ciênciaâ€, acrescenta a neuropediatra da Unesp de Botucatu, Niura Padula - reconhecida pelo trabalho que presta na avaliação de crianças contaminadas por chumbo em Bauru, cujo primeiro atendimento - em junho - foi feito no Centrinho/USP.