11 de julho de 2026
Política

Ferreira prega garantias para a família, base de seu partido

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Alimentação, educação e saúde. Esse tripé é a base de campanha do candidato à Câmara dos Deputados César Ferreira, filiado ao Partido Social Democrata Cristão, o PSDC, que tem como meta, registrado em seu estatuto, o bem-estar da família.

Liderado pelo empresário José Maria Eymael - imortalizado por um jingle -, o PSDC teve no seu passado nomes de peso, dentre os quais o ex-governador Franco Montoro.

O partido optou por caminhar sozinho no primeiro turno das eleições, sem apoiar candidatura à Presidência da República. Mas em nível estadual, o PSDC está coligado e empenhado na eleição de Paulo Maluf (PPB) ao Governo do Estado.

“São Paulo necessita de um administrador. E o Maluf é um grande administrador. Ele vai brigar pela reforma tributária. Apoio o Maluf quando diz que é preciso levar o estado para a guerra fiscal”, defende.

Ferreira não é novato no mundo da política, mas sempre esteve do lado dos bastidores, em assessorias. Trabalhou na gestão do ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB) e sobreviveu, por pouco tempo, na segunda administração de Izzo Filho.

Compondo mais uma peça da bagunça política e ideológica na qual está mergulhado o País, ele é assessor do deputado estadual Luís Carlos Gondim, do PV, embora seja filiado ao PSDC.

“Apesar de estarmos em partidos diferentes, lutamos juntos para defender os interesses de Bauru e região”, justifica.

Ele acha que a falta de um representante em Brasília dificulta a viabilização de recursos a fundo perdido. “O pouco que conseguimos vem do Governo do Estado”, diz.

Ao lado de outros políticos, o candidato do PSDC assume, junto com Gondim, a paternidade da passarela que ligará o Jardim TV com o núcleo habitacional Edison Bastos Gasparini, sob as pistas da rodovia Marechal Rondon.

Em Brasília, Ferreira também pretende se juntar ao grupo de parlamentares que articula a implantação do Imposto Único. “Precisamos reduzir a carga tributária”, prega.

Mais empregos

O assessor parlamentar soma-se ao discurso que tomou conta do País: a geração de mais empregos. “Vou me colocar à disposição dos empresários para trazer mais indústrias para Bauru e cidades da região.”

Fundador e presidente do Fórum de Discussões de Bauru, ele acha que conseguirá vencer a disparidade de sua discreta campanha, em relação aos demais candidatos tradicionais, com serviços de caráter social prestados à comunidade.

“Eu corro a periferia. Arrecado mantimentos para distribuir a famílias mais carentes, trabalho com programa de prevenção de catarata. Eu me agrego mais a Bauru. Tudo tem um início”, conta.

Picado pela “mosca azul” - jargão do mundo político para quem decide disputar cargos eletivos -, Ferreira não pretende abandonar o mandato em Brasília para se aventurar nas eleições municipais de 2004.

“Isso já está registrado em cartório”, avisa. Mas a tentação de permanecer em evidência faz com que o candidato antecipe sua participação no pleito municipal de outubro de 2004.

Com chances mínimas de ser eleito à Câmara dos Deputados, ele não resiste. “Se não for eleito, meu nome será posto em 2004. Não sei, ainda, para qual cargo. Isso dependerá do meu grupo político: ou será à prefeitura ou a vereança”, avisa.

Integrante do tumultuado segundo governo Antonio Izzo Filho (1997/1998), Ferreira avalia que o ex-prefeito fez uma boa administração na sua primeira gestão (1989/1992).

“Infelizmente, ele (Izzo) teve uns tropeços na segunda gestão. O grupo que ele reuniu e que veio de Barra Bonita complicou um pouco o rolar das questões”, opina. Ferreira diz que caberá à Justiça decidir o rumo da situação de Izzo Filho.

Qualidade de vida

O candidato do PSDC acha que Bauru oferece uma boa infra-estrutura para o desenvolvimento. Ele lembra que, embora as ferrovias estejam privatizadas e sucateadas, esse meio de transporte deveria receber mais atenção por parte do empresariado e do governo.

“Bauru é um pólo regional. Temos ferrovias, hidrovia, aerovias e rodovias. E por quê Bauru não gera empregos? Porque falta qualidade de vida na cidade”, analisa.

Ferreira acha um absurdo o abandono das obras do viaduto que transpõe os trilhos da Ferrovia Novoeste S/A, no Centro da cidade.

“Temos um viaduto esqueletado e que está prestes a desmoronar se não fizerem manutenção. É preciso captar recursos a fundo perdido para acabar essa obra. Isso é minha prioridade”, reforça.