10 de julho de 2026
Polícia

Rapaz é condenado a 20 anos por latrocínio de comerciante

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Wagner Francisco de Paula, 31 anos, foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pela morte do comerciante Odilon Ferri, 54 anos, ocorrido no dia 2 de março deste ano no Jardim Petrópolis, em Bauru. Ferri foi atingido por um tiro dentro de sua padaria, ficou internado no Hospital de Base e morreu três dias depois.

O juiz Jaime Ferreira Menino da 2.ª Vara Criminal, que proferiu a sentença, concluiu que ficou caracterizado latrocínio (roubo seguido de morte). Na sua defesa, Paula alegou que efetuou o disparo que matou Ferri por causa de uma desavença anterior que teria com o comerciante.

Porém, na investigação, a polícia apurou que Paula, em companhia de um adolescente, entrou na padaria para arrumar dinheiro para assistir a um show. De acordo com os autos do processo, ele sacou uma arma, dirigiu-se ao caixa e anunciou o assalto.

Ferri, para tentar evitar o roubo, segurou o cano do revólver. Ambos entraram em luta corporal até que Paula atingiu o comerciante com um disparo. Paula e o adolescente fugiram do local deixando o comerciante ferido.

Na fase de apuração policial, assim como em juízo, Paula sustentou que foi à padaria para resolver uma pendência com Ferri. Ele afirmou que estava sendo ameaçado pela vítima porque dias antes do crime Ferri, dirigindo uma perua Kombi, passou sobre uma poça de água e espirrou barro na sua roupa.

Paula afirmou que por essa razão xingou o dono da padaria, que retrucou e passou a ofendê-lo. O réu disse que, no dia do crime, foi à padaria para tirar satisfação com a vítima. Porém, o juiz entendeu que a versão dele foi desmentida pelos depoimentos das testemunhas.

Menino considerou coerente e altamente incriminador o relato das testemunhas, de que Paula e o adolescente entraram na padaria com o propósito de roubar. As testemunhas desmentiram a versão do réu, de desavença com a vítima, já que Ferri não fazia entregas com a perua.

Além disso, o adolescente, em seu depoimento, disse que Paula o convidou para assistir a um show e que o acompanhou até a padaria onde o réu pretendia arrumar dinheiro. Em juízo, ele confirmou que Paula foi ao estabelecimento comercial com a intenção de roubar. Ele estava preso preventivamente desde 15 de abril. A condenação ainda cabe recurso.