08 de julho de 2026
Geral

Acidentes fatais sobem e leves caem

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto os acidentes com vítimas leves caíram nos últimos dois anos, aqueles que provocam a morte de motoristas e condutores têm aumentado. Em 2000, 6.859 acidentes foram registrados, sendo que destes 29 resultaram em mortes. No ano passado, o total de registros foi de 6.333, com 13 vítimas fatais. Já neste ano, o número de mortes subiu para 26, sendo que os casos com características gerais somaram 4.484.

Portanto, os dados da 4ª Cia da Polícia Militar indicam queda de acidentes na ordem de 34% de 2000 para cá, enquanto o volume de vítimas fatais dobrou em um ano.

Segundo o comandante da Base de Trânsito de Bauru, tenente Jorge Luís Dias, um outro dado preocupante é o número de ciclistas que perderam a vida em acidentes neste ano. No total foram seis, número idêntico ao de motociclistas. Os casos envolvendo automóveis somam 11, sendo que o de ônibus e caminhão, quatro e sete, respectivamente.

“O ciclista deve respeitar o trânsito e se proteger. Como é veículo de transporte deve estar equipado de retrovisor esquerdo, pedais e rodas com refletores. O condutor também deve se munir com capacete e livrar-se dos chinelos e calças curtas, quando dirige”, explica Dias.

Na opinião do comandante, a recomendação de cuidado serve também para os pedestres, já que nove morreram em decorrência de acidentes também neste ano. No mesmo período, a PM registrou o óbito de cinco passageiros e seis condutores de automóveis. Do total de vítimas, apenas três eram mulheres e a maioria estava em idade produtiva, de 18 a 45 anos.

Para a PM, os números de vítimas fatais este ano estão mais altos porque em alguns casos, várias pessoas morreram na mesma ocorrência. Na madrugada do último sábado, por exemplo, quatro homens de 18 a 43 anos perderam a vida na avenida das Bandeiras, quando o carro em que estavam passou por uma lombada, desgovernou-se e colidiu de frente com um ônibus. Motorista e passageiros são acusados de terem furtado o veículo e estavam em fuga.

“Em casos como este, nos sentimos impotentes, porque não temos como evitar. Contudo, as pessoas precisam tomar precaução principalmente em avenidas como a Nações Unidas, Getúlio Vargas, Duque de Caxias, Rodrigues Alves e Castelo Branco, além de ruas como a Campos Sales e a Nilo Peçanha, que são corredores de tráfego, onde o acidentes acontecem em maior volume”, conclui Dias.

Embora o comandante tenha indicado as regiões mais perigosas, ele acrescentou que é impossível fazer uma ação de trânsito mais específica em determinadas áreas, porque não há um foco único de causas de acidentes, que acontecem nos mais diversos pontos da cidade, em locais e horários não específicos.