08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

PSB: pequeno, porém honrado


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Independente de quem vai ganhar as próximas eleições, o resultado final deverá ser benéfico para o Partido Socialista Brasileiro. Depois de sua re-fundação, em 1986, é a primeira vez que o PSB disputa a Presidência da República com chances de ir para o segundo turno e aumentar sua bancada no Congresso, elegendo um número considerável de governadores de Estado e tornar-se um dos partidos decisivos para o futuro político do país.

Com mais de meio século de vida, o PSB nasceu como resultado da criação da Esquerda Democrática, em 1946, pelas mãos do deputado João Mangabeira, entre outros companheiros, surgindo como alternativa aos partidos de esquerda existente a época.

Pequeno, porém honrado, o PSB vem, aos poucos, ganhando destaque entre o eleitorado, consolidando a estratégia traçada pelo presidente Miguel Arraes e companheiros que assumiram o compromisso de organizar um partido conseqüente e compromissado com os interesses do povo brasileiro.

De 18 deputados, três senadores e dois governadores, além de prefeitos e vereadores, o partido deverá obter nas urnas um crescimento mais consistente que o fará, sem dúvida, ser referência entre os partidos de esquerda no Brasil. Este crescimento se fez com muito sacrifício, às vezes, enfrentando verdadeiras máquinas de dinheiro, que os partidos da elite que governam este país há muito tempo, despejam a cada eleição. A característica principal do PSB, ao preencher o espaço político através dos processos eleitorais, é não fazer concessões aos setores mais conservadores e ideologicamente atrasados; é não se deixar levar pelo canto do cisne do poder pelo poder, com fazem alguns partidos cujos candidatos fazem de tudo para chegarem ao poder, e, depois, ficam de rabo preso, devendo resultados às reformas políticas e econômicas necessárias à transformação do Estado e ao desenvolvimento do Brasil.

Ao escolher o ex-governador Anthony Garotinho como candidato à Presidência da República, o partido agiu corretamente no atual momento político do país, assumindo um compromisso de mudança e coerência com os princípios que sempre nortearam a legenda socialista. Ao expor à sociedade um programa de governo, através da candidatura de Garotinho, o partido revela maturidade para discutir um rumo mais adequado ao destino da nação.

É claro, que as eleições em si, como soma de votos, não representam a revolução social tão necessária no Brasil das desigualdades. Para o PSB, seu crescimento eleitoral não representará simplesmente o fortalecimento da legenda enquanto tática, mas uma nova fase de lutas, na qual, a união de seus militantes terá um papel primordial na discussão junto à sociedade sobre a nação que queremos viver, do socialismo que pretendemos implantar, da transformação do Estado pelo povo e para o povo. (Pedro Romualdo - secretário-geral do PSB-Bauru)