Por volta do ano de 1900, as coberturas das casas de Borebi, grande maioria, eram feitas de sapé e as paredes de pau-a-pique e taipa. A estrada tropeira que ligava Espírito Santo da Fortaleza (atual Lençóis Paulista) a Borebi começava lá em cima no início da rua 7 de Setembro (curva da antiga estrada com Lençóis Pta., que passa na Fazenda Mamedina) e vinha terminar cá embaixo, defronte ao posto de combustíveis dos Replek. Foi essa estrada a primeira rua de Borebi.
À noite, as luzes a querosene iluminavam as poucas residências e o pio da coruja se perdia ao vento. Em l908, os transportes de mudanças de novos moradores eram, inclusive, realizados com carroças de propriedade de nosso avô Máximo Brosco, nas quais eram atreladas várias juntas de mulas para vencer o penoso areão existente nos caminhos: dentro e fora do povo. Nessa difícil fase, que marcou o início do vilarejo, nossa avó Martha, por seu turno, exerceu efetiva colaboração junto à comunidade local ora desempenhando funções de parteira, ora fabricando remédios gratuitamente à população, no combate da ancilostomíase que assolava a região por falta de tratamento de água. Em 1909, era inaugurado até Borebi o traçado ferroviário da estrada de Ferro Sorocabana. Em 1911, esta linha alcançou o terminal de Coronel Leite, servindo no escoamento da safra cafeeira daquela região para o Porto de Santos.
Na década de 30, as opções de lazer em fins de semana no pequeno povoado eram três: passeio na pracinha da igreja, baile e ida à estação, especialmente para ver a chegada do trem. Na pracinha havia a banda comandada por Lino Vargas: da qual Estácio Machado atuava como clarinetista. No salão do sr. Máximo, o baile era abrilhantado por Abílio Darceri ao acordeom, com participação especial de João Generoso ao pistom e de Oswaldo Brosco ao violino. Na estação, quando o trem de passageiros atingia a reta de chegada, o potente sino da locomotiva de tração a vapor produzia vibrações de alegria. (Wanderley Brosco - RG. 2.676.214-6)