11 de julho de 2026
Regional

CNH falsificada teria motivado homicídio de calçadista em Jaú

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O vigilante Josemar Antonio Matias, 36 anos, apresentou-se no 3.º Distrito Policial ontem e contou sua versão para o episódio que terminou no assassinato do calçadista Walter Sidney Marin Rossi, 47 anos, na tarde da última terça-feira. Uma suposta dívida relacionada à compra de uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) fria seria a causa do desentendimento entre os dois.

O calçadista foi morto com um tiro no abdome, na porta de sua residência, na rua Procópio Junqueira, no Jardim Paineiras. O crime aconteceu por volta das 16h e após o disparo o acusado, Josemar Antonio Matias, fugiu do local.

De acordo com o delegado Luverci da Costa Mello, que comanda a investigação, o vigilante alegou que atirou para defender-se, já que teria sido agredido.

Josemar teria ido até a casa do empresário para cobrar uma dívida de R$ 1.250,00 referente à compra de uma CNH, em Embu-Guaçu, na grande São Paulo, há um ano e três meses.

O calçadista, segundo a polícia, trabalhava atualmente com a fabricação de sapatos, mas no passado já havia sido proprietário de uma auto-escola, em Jaú.

Segundo o delegado, em depoimento o acusado disse que no ano passado teria pago adiantado R$ 1.250,00 a Walter por uma CNH fria, que teria como origem Embu-Guaçu.

Segundo o delegado, o vigia contou que chegou a ir até Embu para fazer o teste psicotécnico e voltaria dias depois para buscar o documento. Nesse intervalo de tempo, o esquema de venda ilegal de CNH teria sido descoberto pela polícia daquela cidade, fato que teria implicado no cancelamento da entrega do documento ao vigilante de Jaú.

Como o negócio não deu certo, o vigilante teria procurado Walter para tentar reaver o dinheiro de volta, o que não teria acontecido. Na última terça-feira Josemar teria procurado o calçadista novamente para tentar obter a devolução do dinheiro.

Ao invés de um acerto, teria havido um desentendimento entre os dois. O vigilante teria pego a arma em seu carro e atirado em Walter. Ele disse ao delegado ontem que após um disparo, abandonou a arma no local e fugiu apressado.

A arma, no entando, continuava sendo um mistério para a polícia até ontem. De acordo com o delegado, a espingada não foi localizada na casa da vítima.

O vigilante apresentou-se à polícia com seu advogado e após ser inidiciado por homicídio qualificado, foi liberado. De acordo com o delegado, durante o inquérito serão ouvidas todas as pessoas que estavam na casa no dia do crime, bem como outras pessoas que possam ter alguma informação relevante sobre o caso.