09 de julho de 2026
Política

Tuma pede cooperativa para exportação

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O senador Romeu Tuma (PFL), candidato à reeleição, afirmou ontem em Bauru - onde fez campanha ao lado do filho, o deputado federal Robson Tuma (PFL) - que o próximo presidente do País terá como principal missão reorganizar a busca de investimentos para o País. Ele defende o incentivo a criação de cooperativas de exportação para os pequenos e médios produtores.

“Isso vai ajudar o País a vencer a crise”, prevê. Tuma diz que essa tarefa deverá estar aliada a busca na melhora dos produtos brasileiros destinados à exportação.

“Com essa metodologia, acho que vamos conseguir atingir a demanda por empregos, hoje o nosso principal problema”, analisa.

O senador está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, mas é seguido de perto pelo deputado federal Aloizio Mercadante (PT) e pelo ex-governador Orestes Quércia (PMDB), ambos candidatos a uma vaga no Senado. Vão ser eleitos dois senadores.

â€œÉ natural o que está acontecendo. Eu tenho é que agradecer a população porque, desde a primeira pesquisa, eu continuo em primeiro lugar”, avalia.

Tuma reconhece o crescimento dos demais candidatos, principalmente o do PT. “O PT faz uma campanha unificada e inteligente, com todos pedindo votos para o candidato do partido, como a Marta Suplicy (prefeita de São Paulo), o senador Eduardo Suplicy e o Lula (Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência da República)”, diz.

Ele acha que sua campanha ao Senado é praticamente individualizada. “Estamos a frente nas pesquisas pela confiabilidade que a população ofereceu ao meu nome.”

O senador não vê riscos para a democracia numa eventual vitória de Lula. “A democracia está consolidada. A grande preocupação do eleitor deve ser com o parlamento. O presidente que assumirá terá de ter um parlamento forte para ajudá-lo a vencer as dificuldades do País”, afirma.

Tuma avalia que a crise financeira que atinge os Estados Unidos e outros países ricos reflete nas nações em desenvolvimento. “Não acho que as pesquisas estão mexendo com o mercado financeiro.”

Ele acredita que os “espertalhões” estão se aproveitando do momento para ganhar mais alguns “tostões”. “O mercado financeiro é isso: é especulação permamente. É um jogo, uma loteria. Não é um mercado de investimentos. É só para se ganhar dinheiro”, critica.

Ex-superintendente da Polícia Federal (PF), Tuma defende o aumento do seu efetivo. “Não sei o orçamento exato da Polícia federal hoje, mas chegamos no passado a não ter verbas para pagar a conta do telefone. Ficou devendo diárias para seus policiais.”

Embora a PF tenha recebido uma injeção de tecnologia nos últimos anos, através de um convênio com a França, o pefelista explica que seu efetivo está bem aquém das necessidades.

O senador alerta para a fragilidade do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), que priorizou investimentos em radares móveis - fixados em aviões - e deixou de lado as operações em terra.