11 de julho de 2026
Regional

Tático Ostensivo Rodoviário alerta para perigo do "sinal de luz"

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar das várias campanhas já realizadas, a falta de conscientização de muitos motoristas no tânsito ainda é uma das maiores dificuldades que Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) encontra no dia-a-dia. A informação é do tenente Dário Birochi Veiga, comandante do Pelotão de Bauru.

De acordo com o tenente, a vontade de ajudar os demais motoristas em trânsito, com o conhecido “sinais de luz”, uma piscada de farol alertam para a presença de policiais em determinados trechos das rodovias, representam, na verdade, um risco para a sociedade.

O tenente explica: “Ninguém sabe quem está conduzindo o outro veículo. De repente pode ser até um marginal que após receber a dica, muda o comportamento para não despertar a atenção da polícia”, diz o oficial acrescentando que sem querer, os motoristas que gostam de dar sinais de luz acabam sendo coniventes com situações de risco.

E não são só ladrões ou outro tipo de marginal que podem se beneficiar dessa incontrolável vontade de “ajudar” nas rodovias. Na opinião do tenente, o motorista deve dirigir com responsabilidade mesmo quando a polícia não está por perto. “De repente, ele pode até não ser flagrado cometendo uma infração em determinado lugar. Mas o imprudente sempre acaba prejudicando outros mais à frente”.

De acordo com o tenente, o ideal é que os motoristas se conscientizem de que ultrapassar os limites de velocidade ou desrespeitar as demais sinalizações é um mal que deve ser combatido.

As equipes do TOR, em esquema de revezamento, percorrem as rodovias em tempo integral e percebem esse comportamento inadequado do motorista. De acordo com o tenente Dário, as principais atuações dos policiais do TOR estão relacionadas a ocorrências de roubo de carga, localização veículos, tráfico, escolta de presos e captura de fugitivos.

Como trabalha em sintonia com as demais polícias, o tenente explica que a atuação do TOR pode ser fundamental em algumas ocorrências. “Quando acontece um crime na cidade e o marginal foge pela rodovia, o TOR é uma das alternativas mais viáveis para se brecar o suspeito”, diz.

Pelas características das ocorrências que atende, o TOR tem que estar sempre pronto para o inespertado. Por isso, as Blazer utilizadas são equipadas com espingarda calibre 12, carabina 38, metralhadora de mão, revólveres sobressalentes e coletes para todos os policiais que geralmente são quatro por equipe. A capacidade de comunicação com as demais bases policiais também é reforçada através de rádios instalados na viatura.

Na área da 1ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Rodoviária, responsável pela região de Bauru, Lins e Jaú, são quatro equipes do TOR, sendo duas no Pelotão de Bauru.