08 de julho de 2026
Regional

Marília implode ‘José Bonifácio’ às 11h

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Está prevista para as 11h de hoje a implosão do viaduto José Bonifácio, que interliga as ruas 4 de Abril e Sampaio Vidal com a Nelson Spielmann, no Centro de Marília.A demolição está a cargo da Este-reestrutura Engenharia, a empresa vencedora da licitação.

Considerada uma das maiores operações do tipo já feitas no País, a implosão do viaduto exigirá o emprego de 255 quilos de explosivos para colocar no chão as estruturas de concreto e aço.

A Este-reestrutura é uma empresa que já esteve à frente de outras grandes obras com o emprego de explosivos, como no Palace 2 no Rio de Janeiro e no viaduto Cruzeiro do Sul, em setembro de 2000 na rodovia Castelo Branco.

Os engenheiros responsáveis pela obra afirmaram que os procedimentos para a operação de hoje envolvem normas rigorosas de segurança. Um raio aproximado de 500 metros do viaduto deverá ser evacuado. Os moradores serão orientados a não ficarem no interior das casas.

Por medidas de segurança, além dos 50 técnicos da companhia haverá um esquema especial envolvendo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, CPFL, Daem e Ferroban.

O secretário de Obras do município, José Luiz Dátilo, responsável pela coordenação da obra de demolição do viaduto José Bonifácio, informou que a medida é uma das etapas mais importantes para o programa de revitalização da região central.

Segundo o secretário, por causa de supostas incorreções na construção e planejamento do viaduto, o pavimento já vinha apresentando rachaduras o que em um futuro próximo poderia colocar em risco o sua utilização.

Depois da demolição do viaduto, a área compreendida entre o Espaço Cultural e a passarela em frente ao prédio da Antarctica poderá ser destinada a projetos de lazer, como praças por exemplo.

O viaduto foi inaugurado em 1976 e era utilizado como passagem entre os dois lados da cidade cortados pelos trilhos da ferrovia. Com a decadência do sistema ferroviário, o viaduto passou a ser um obstáculo para a região central.