08 de julho de 2026
Saúde

Vacinação é garantia de saúde mútua

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Manter a carteira de vacinação do animal de estimação em dia é uma forma de garantir que a convivência dele com a família seja benéfica para ambos. Por um lado, ele estará imunizado contra uma série de doenças. Por outro, ele não será um transmissor de patologias aos demais membros da casa.

Dentre todas as vacinas disponíveis hoje, a anti-rábica é a mais importante. Ela é oferecida gratuitamente em toda a rede de saúde pública e deve ser aplicada anualmente. A raiva animal pode ser transmitida ao homem através da saliva do bichinho. Se não for tratada a tempo, pode matar os dois em poucos dias.

O chefe da seção de controle de zoonoses da Prefeitura Municipal de Bauru, veterinário José Rodrigues Gonçalves Neto afirma que as estatísticas para vacinação de cães são positivas. No entanto, os gatos também podem transmitir a raiva e o percentual de felinos imunizados durante as campanhas de vacinação é muito baixo.

Segundo ele, existem diversas variantes do vírus causador da raiva. O mais freqüente no Brasil é o que se manifesta em morcegos. Ataques desta espécie a seres humanos são raros. No entanto, gatos têm instinto caçador e comem morcegos. Se estiverem contaminados e morderem o dono, podem infectá-lo.

Gonçalves Neto explica que a ausência dos gatos em campanhas de vacinação deve-se a três fatores principais. O primeiro deles é que os felinos são muito independentes, desaparecem por alguns dias e podem não estar em casa no dia da imunização. Quando estão, existe a dificuldade de contê-los, pois são ariscos e escapam facilmente.

A terceira causa é a desinformação, já que a doença durante muitos anos a raiva foi batizada de “doença do cachorro louco”.

O veterinário orienta que, em caso de mordeduras e arranhões, mesmo de um animal de estimação, é preciso lavar bem o local com água e sabão, depois procurar um posto de saúde ou pronto-socorro para tratamento com soro e vacina.

O bichinho deve ser isolado e mantido em observação por 10 dias. É o período de incubação da doença. Se o animal morrer neste intervalo, é indispensável encaminhá-lo para exame específico. Se não for tratada a tempo e o vírus atingir o cérebro, a doença é fatal em 100% dos casos.

Calendário

Além da anti-rábica, existem outras vacinas que devem ser aplicadas a cães e gatos para prevenir certos tipos de virose que podem ser fatais ao animal. O ideal, segundo o veterinário Paulo Zanardi, é que o bichinho seja vermifugado logo no primeiro mês de vida, com reforço em 15 dias, preparando-o para receber as vacinas a partir do terceiro mês.

Filhotes de cachorro recebem três doses da vacina óctupla (V-8, contra oito doenças), com intervalos de 15 ou 21 dias entre elas, além da anti-rábica. Cães adultos que são imunizados pela primeira vez recebem duas doses da vacina óctupla, mais a anti-rábica. Para todos os casos, o reforço das vacinas deve ser feito anualmente.

No caso os gatos, preconiza-se, além a anti-rábica, a vacina quíntupla (contra cinco doenças). São duas doses com intervalo de 30 dias para reforço. Segundo Zanardi, cada dose de vacina custa, em média, R$ 30,00, mais o valor da consulta.

• Serviço

Quem perdeu a campanha de vacinação pode vacinar seus animais de estimação no Centro de Controle de Zoonoses de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 235-1215.