A legislação municipal prevê que cães de grande porte só podem passear por ruas e praças públicas usando guias e focinheiras. Na prática, porém, nenhum proprietário destes animais obedece à determinação, pois eles sabem que a prefeitura não tem como fiscalizar.
O veterinário José Rodrigues Gonçalves Neto afirma que a norma e as discussões acerca do extermínio das raças pitbull, rottweiler e mastin ainda vão gerar muita polêmica. “Se você pegar as estatísticas, vai perceber que 90% a 95% dos acidentes com mordeduras são causados por vira-latas”, afirma.
No entanto, ataques de animais destas raças são extremamente agressivos e podem deixar seqüelas terríveis.
O cinófilo Bruno Tausz (www.saudeanimal.com.br) defende que é preciso respeitar o medo das outras pessoas diante de um cão que corre solto na areia da praia ou sai pulando sobre as pessoas. Ou a perda de sono do vizinho por culpa dos latidos insistentes do animal durante a noite, ou ainda a desagradável sensação de pisar nas fezes deixadas sobre a calçada.
Mais uma vez, a melhor alternativa é o bom senso. O proprietário de um animal de grande porte pode ter plena confiança no adestramento e obediência de seu cão. No entanto, para aquele que caminha do outro lado da rua, a imagem de uma mulher segurando a guia de um destes cachorrões é a de que, a qualquer momento, o bicho pode invocar e sair arrastando a dona pela rua para atacá-lo.
Reforçando a afirmação de Gonçalves Neto, é preciso que se tenha consciência de que o outro não é obrigado a gostar de seu animal, nem a acreditar que ele não fará nada. Tampouco a conviver com ele no mesmo ambiente.
Viagem exige certificado
Quem pretende viajar com seu animalzinho para o exterior precisa reservar algum tempo para cuidar da documentação do bichinho. Primeiro é preciso solicitar um Certificado Sanitário a o veterinário do seu animal, informando raça, nome, origem (pedigree, se houver), estado de saúde geral, nome do proprietário e carteira de vacinação atualizada. Este atestado só vale por três dias.
Depois, é necessário agendar (por telefone ou pessoalmente) uma consulta com o médico veterinário do Ministério da Agricultura, presente em todos os aeroportos internacionais. Se o animal for aprovado para embarque, ele receberá uma Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que vale por oito dias.
Munido dos documentos, o proprietário ainda precisa solicitar informações junto à companhia aérea escolhida sobre as condições de transporte exigidas, pois isto varia muito de uma empresa para outra.