11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Terceirização

Depois de ter ganho força no setor de serviços durante a década de 90, a onda de terceirização também conquistou espaço, mais recentemente, nas linhas de produção industrial através da atuação de pequenas e médias empresas. Um exemplo dessa modalidade é o empreendedor que fabrica painéis de controle para ligar e desligar eletrodomésticos produzidos por uma grande indústria.

Industrial

No entanto, o mercado já esteve bem mais aquecido. Agora, sofre com as baixas taxas de crescimento industrial verificadas no País. À medida em que o desemprego industrial foi crescendo, a terceirização também cresceu. Esse tipo de serviço terceirizado, feito sob encomenda, requer uma interação muito maior entre cliente e empresa terceirizadora.

Espaço

Para quem não de encaixa na condição de já ter trabalhado no ramo antes de decidir terceirizar serviços, a alternativa é estudar cadeias produtivas industriais e tentar descobrir novas oportunidades. Em geral, começar bem no mercado requer investimento em maquinário moderno. A boa notícia é que há espaço para pequenos e médios negócios.

Concorrência

Por outro lado, o próprio crescimento do setor de terceirização fez com que a concorrência ficasse acirrada, assim como em qualquer segmento. Empresários e consultores alertam para que o fato da terceirização ser uma tendência há vários anos não significa que haja mercado à vontade para os prestadores de serviço.

Mercado exigente

Seja qual for o setor escolhido, é preciso tomar cuidado com a concorrência excessiva, com a dependência de poucos clientes e definição de preços abaixo dos custos. Quer para grandes, quer para pequenos, interessados em entrar no ramo devem saber que o mercado está cada vez mais exigente.

Ligação

No setor de terceirização, o prestador de serviços precisa, além de ter bons preços, personalizar o trabalho de acordo com o cliente e ser rápido na solução dos problemas que surgirem. Para ter essa agilidade, deve-se conhecer melhor as atividades das empresas contratantes. Uma das críticas mais comuns é que há pouca ou nenhuma ligação entre os funcionários terceirizados e as empresas onde trabalham.

Potencial

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Aylton Fornari, estimou que o potencial de micro e pequenos supermercados que poderão aderir ao Cartão Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de crédito para compras via Internet alcança 16 mil companhias.

Expectativas

A expectativa do banco e de seus parceiros (Abras, Bradesco, Visa/Visanet) é de que sejam realizadas entre 15 a 20 mil operações ao longo de um ano com esse novo produto. O custo de implementação do portal Cartão BNDES foi de R$ 2 milhões, bancados pela Visanet.

Telefone

A expectativa do gerente executivo da área de novos produtos do BNDES, Mylton Dias, é de que entre 95% a 97% das transações sejam efetuadas via telefone, dentro do conceito de compra semi-automática, em que o fornecedor monta a operação para o cliente.