Desde sexta-feira, o promotor da Cidadania, Fernando Masseli Helene, tomou o depoimento de quatro funcionários da Febem, na presença de advogados da Comissão Carcerária da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sobre o caso, Masseli apenas disse estar fazendo as apurações necessárias.
Já o promotor da Infância e Juventude, área referente aos atos infracionais, Onilande Santino Basso, esteve na sexta-feira na unidade da fundação realizando sua visita mensal, agendada anteriormente às denúncias. No local, ele tomou depoimento de menores, conteúdo que não foi revelado porque está sob segredo de Justiça.
Por sua vez, os advogados da Comissão Carcerária da OAB, Ricardo Soubhie, Eduardo Buccaron, Lino José Henriques de Mello Jr., Eduardo Suaiden e Ubaudo Juveniz dos Santos, que estão acompanhando o caso, informaram que vão aguardar a conclusão dos trabalhos da Promotoria antes de emitirem opinião. Para eles, qualquer comentário agora seria precipitado.
“Fomos convidados pelo sindicato a acompanhar os encaminhamentos das denúncias. A função da entidade é a de garantir Justiça e o trâmite adequado dos processos dentro do Fórum. E foi isso que constatamosâ€, conclui Santos Jr.
Além de pedir o acompanhamento da OAB, o sindicato também solicitou a presença da Comissão Processante da Febem, um órgão que tem autonomia para fazer investigações independentes.
“Queremos é que a diretora da unidade de Bauru respeite os procedimentos necessários, para que a liberdade dos funcionários não seja colocada em riscoâ€, conclui Antonio Gilberto, presidente do Sintraemfa.