08 de julho de 2026
Regional

Mães criticam atendimento médico

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - O atendimento médico oferecido pela rede municipal de saúde em Agudos está deixando a desejar. Essa é a opinião de uma parte dos moradores da cidade, que alega estar cansada de enfrentar filas e ficar esperando horas por atendimento.

Ontem, no Pronto-Socorro (PS) da Associação Hospitalar de Agudos algumas mães estavam revoltadas com a demora para que seus filhos fossem atendidos.

Por se tratar de um PS, a direção do hospital estava priorizando os atendimentos de emergência, em detrimento de outros casos sem muita gravidade. Isso deixou algumas mães descontentes.

Célia Regina Eduardo, 27 anos, era uma das mais inconformadas com a demora do atendimento. Com a filha Keitlin no colo, ela disse que estava esperando para ser atendida havia quatro horas.

Segundo ela, a filha estava com febre e as enfermeiras teriam lhe recomendado que fosse embora, pois o caso não era grave.

Enquanto isso, Edna Menezes, 24 anos, aguardava havia uma hora e meia pela disponibilidade de um aparelho de inalação para seu filho Lucas, de 6 anos.

Segundo outra mãe, Juliana dos Santos, 18 anos, a regra para quem procura o PS de Agudos é ter paciência. â€œÉ sempre assim. Além da demora, muitas vezes falta médico e ficamos sem atendimento”, reclamou ela, com a filha Thaís, de apenas 5 meses. De acordo com ela, a filha estaria com o ouvido infeccionado e precisava ser medicada.

Nos três casos, o procedimento normal seria buscar atendimento médico em um dos três Postos de Saúde do município e não no PS. Mas como as consultas nesses postos são feitas mediante agendamento prévio, muitos pacientes não agüentam esperar e vão buscar um auxílio mais imediato no PS.

A suposta falta de médico nos postos de saúde é outra razão apontada pelos moradores para procurar o PS.

Esse foi o motivo que levou Maria Aparecida Braz de Lima, 27 anos, a buscar ajuda médica no local. “Só estou aqui porque não fui atendida no posto de saúde”, explicou.

Segundo ela, o posto estava sem pediatra ontem. Em razão disso, a consulta foi adiada. “Não posso esperar até amanhã (hoje) para ser atendida. Minha filha está com febre desde domingo”, disse.

Junto com as outras mães, Maria Aparecida aguardava atendimento no PS, mesmo sabendo que o local, a exemplo do posto de saúde, também não contava com pediatra.