O jovem time do Bauru Basquete que estréia hoje no Campeonato Paulista aposta na união dos jogadores e na força de conjunto para conseguir fazer uma boa campanha. Nenhum dos atletas com potencial para comandar a equipe em quadra quis assumir, pelo menos publicamente, a condição de “líder†do time.
Por sua experiência e por ser o jogador mais antigo do clube, que defende desde 1999, o pivô Brasília poderia ser sido alçado à condição de “líder natural†do time. No entanto, o atleta procura aliviar o peso que tal responsabilidade poderia representar.
“Não posso colocar isso (liderança) na cabeça. Nos treinos e nos jogos que fizemos todos têm falado bastante dentro de quadra. A responsabilidade não é só minha ou do Leandrinho, é de todos. Se conseguirmos a união do grupo, pensando apenas em trabalhar para conseguir os resultados podemos chegar láâ€, argumentou o pivô.
O armador Leandrinho, que disputou o Mundial de Indianápolis com a Seleção Brasileira, viu-se de uma hora para outra na condição de maior estrela da equipe.
“O fato de eu ter disputado o Mundial não pesa, não quer dizer nada. Agora estou com o time e vou fazer tudo para que possamos chegar às vitórias. A experiência com a seleção foi boa, mas eu sou quieto, gosto de ouvir mais, por isso não dá para ser um líder. Claro que tenho de passar para os mais jovens o que eu aprendi láâ€, afirmou.
Outro jogador que poderia assumir a responsabilidade de comandar a equipe é o ala Adão, apesar de ser a primeira temporada na equipe. Isto porque, depois de Brasília, que tem 30 anos, é o mais velho do time, com 26. Mas ele também acha que o time deve apostar no conjunto, onde todos dividem a responsabilidade.
Adão, que começou a carreira em São Carlos e tem passagens por Corinthians, Hebraica, São Caetano e Londrina, se define como um jogador de bastante garra. “Eu sempre busco a vitória. Gosto muito de driblar e vibro bastante. Não vim para assumir o lugar do Vanderlei ou do Jeffty. Eu sou o Adão e quero trabalhar para ajudar a equipe a obter bons resultadosâ€, declarou, depois de elogiar seus novos companheiros.