09 de julho de 2026
Articulistas

A dívida nacional do Brasil e suas vicissitudes


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O endividamento brasileiro (creio que no pensamento da maior parte da população brasileira), possui conhecimento histórico quanto à descoberta do país, sob certas circunstâncias e acontecimentos. Retrocedendo à história, o descobrimento do Brasil teria ocorrido quando em viagem à Índia (através da rota recém descoberta por Vasco da Gama), sob o comando de Pedro Alvares Cabral e caravelas ao mar, que segundo a história teriam sido desviadas por fortes ventos, que as trouxeram a estas paragens. Aportam à costa desconhecida, que em seguida recebeu o nome de Porto Seguro. E que a curto prazo, mostrou tratar-se de um suposto continente, povoado apenas por indígenas. Mais tarde, as terras receberam o nome de Brasil; pelo fato de aqui haverem encontrado grande quantidade da madeira “pau brasil”.

Quanto aos custos ou despesas da possível atuação de alguma administração, mas (segundo histórias), levando o possível entre ouro e pedras preciosas, Portugal se apossara das terras sem qualquer nota oficial. Transformando-se na mãe pátria, do que viria a ser chamado de Brasil (sem saber quanto às mesmas), possivelmente chegaram a ser exigidas. Ao contrário, se sabe que em 1501 Américo Vespúcio viera “à costa brasileira em missão exploratória”. E que após 50 anos, em “1549, o português Tomé de Souza “foi nomeado governador Geral do Brasil”, e que (em 1553), fora substituído por “Duarte da Costa”, nomeado no mesmo cargo. Após um salto de 110 anos de invasões, piratarias e pilhagens, instalações e expulsões; em 1614 os franceses da França Equinocial, em confronto com o Exército luso-brasileiro, além dos holandeses dominando Salvador (1624), capitularam ante os espanhóis. Em 1661 a Holanda, contudo, recebera do Brasil “4 milhões de cruzados de indenização de Portugal”, e deixando o Brasil.

Em 1808 (segundo a história), fugindo das devassas de “Napoleón Bonaparte” (já em seus calcanhares), “a família real portuguesa chega ao Brasil”. Nesse ano, “Dom João 6º assina decreto abrindo os portos do Brasil às nações amigas e funda o Banco do Brasil”, que teria agilizado a afirmativa do Brasil como país português.

Em 1825 “Dom Pedro I paga 600 mil libras à Corte portuguesa e assume a dívida de 1,4 milhão de libras com a Inglaterra; para que Portugal reconheça o Império do Brasil”. Em 1831, o empréstimo liberado por Dom Pedro I à Inglaterra, e que criara certa desestabilização econômica no país, teria provocado a abdicação de Dom Pedro I, que nomeou seu filho príncipe regente, gerando a “Regência Trina Provisória” pelo fato do príncipe ser menor de idade.

Em 1889 no Rio de Janeiro, o Marechal Deodoro se torna o primeiro presidente do Brasil ao proclamar a república. Dom Pedro II foi deposto, buscou exílio com a família na Europa. Assim cessou o mando português no Brasil; devassado na economia. Na seqüência, em “1891 o país mergulha no caos econômico”; Rui Barbosa demiti-se do curto mandato.

Nesta síntese podemos concluir que o endividamento brasileiro não é somente de hoje. Entretanto, não negamos que vivemos (modernamente), talvez o pior dos nossos destinos econômicos (quem sabe se profundos resquícios dos maus exemplos herdados da madrasta mãe pátria, cuja descoberta e administração do Brasil teria custado muito mais do que sempre se pensou, jamais avaliado no país. Fico por aqui. (O autor, José Almodova, é professor/mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br)