Ainda de acordo com a Pesquisa Sindical 2001 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as categorias que registraram taxas de crescimento mais altas foram a de trabalhadores autônomos (307%) e a de servidores públicos (180%).
No primeiro caso, esse aumento pode traduzir o crescimento dos trabalhadores na área de serviços, segundo o diretor do Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio de Bauru e Região (Seaac), Lázaro José Eugênio Pinto. “A área de serviços está crescendo, e quando cresce o número de trabalhadores, normalmente cresce o número de entidades sindicais, até para que a representação possa ficar mais próximaâ€, afirma.
Na opinião de Pinto, a fragmentação sindical foi positiva para os trabalhadores da classe, assim como para os sindicatos patronais da categoria. O Seaac de Bauru, por exemplo, foi criado em 1991, início do período analisado pelo IBGE. Até então, havia cinco Seaac no estado - um na Capital e os outros no Interior.
Atualmente, são 15 Seaac espalhados por São Paulo. Durante o mesmo período, os sindicatos patronais com os quais o Seaac negociava também desmembraram: eram três há cerca de dez anos e atualmente são 13. “Nós temos sindicatos com mais autonomia, que lutam por interesses mais localizadosâ€, declara Pinto.
Segundo ele, o Seaac de Bauru reúne cerca de 800 trabalhadores, o que equivale a, aproximadamente, 25% do total de pessoal empregado no setor.
No caso dos servidores públicos, o crescimento no número de sindicatos pode ser atribuído à Constituição de 1988, que legitimou a representação sindical do setor.
Atualmente, o Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) tem cerca de 2,7 mil filiados, que representam por volta de 50% do total, de acordo com a diretora Sônia Carvalho.
Segundo ela, o Sinserm teve início em 1988, mas só se fortaleceu a partir de 1997. “Os servidores começaram a ter muitas perdas, o aumento começou a não vir. Então, a categoria começou a se mobilizar a se unir, para fazer frente a essas perdasâ€, diz Sônia. E finaliza: “Quando não tinha sindicato, não tinha como negociar.â€