10 de julho de 2026
Política

72 mil votos levam Coube à suplência

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os 72.850 votos somados pelo empresário Caio Coube em sua candidatura à Câmara dos Deputados pelo PSDB não foram suficientes para inseri-lo no mundo político de Brasília, pelo menos até as totalizações divulgadas ontem à noite.

A votação deverá oferecer ao empresário a sexta ou sétima suplência da coligação PSDB/PFL, que deve ocupar vinte cadeiras das 70 a que tem direito o Estado de São Paulo na Câmara Federal.

Ele avalia que o “time do PSDB” que disputou a eleição deste ano praticamente dobrou a votação recebida em 1998, diminuindo as chances dos candidatos que somaram menos de 90 mil votos.

O tucano cita como exemplo o deputado federal Aloisio Nunes (PSDB), que já registra cerca de 250 mil votos nesta eleição. Em 1998, a linha de corte do PSDB amargou os candidatos que receberam menos de 64 mil votos.

“Nós partimos do princípio que começaríamos a ter chances a partir de 70 mil votos. Com 80 mil votos, passaríamos a ser competitivo. Mas a linha de corte do PSDB vai ficar em 90 mil votos ou mais. Fica difícil”, reconhece.

O empresário prepara-se com a família para sair em férias. “Vou para a praia descansar”, informa. Embora não tenha sido eleito, o tucano tem plena consciência de que sua votação expressiva o eleva ao patamar de uma nova liderança política em Bauru e região.

Capacidade

Ele avalia que a sua votação, somada à do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), demonstra a capacidade eleitoral do partido. “A classe política, a partir de agora, tem que levar em conta a força do PSDB na conjuntura local”, analisa.

Coube acha que a questão político-partidária deve ter “peso maior” nas eleições de perfil nacional, realizadas para indicar deputados federais, estaduais, governadores de Estado, senadores e presidente da República.

“Agora, acho que quando a eleição é em nível local é preciso ceder. Bauru precisa de uma proposta. E nesse caso não se pode levar em conta projetos pessoais do político A, B ou C. Temos que fazer uma discussão mais ampla sobre os destinos da cidade”, prega.

Ele diz que tem disposição de colaborar e intermediar um diálogo com as lideranças políticas locais, visando um entendimento comum em benefício da cidade.