11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Combustíveis

O reajuste dos preços dos combustíveis deve ser anunciado tão logo seja definida a sucessão presidencial no segundo turno. Analistas do setor de petróleo estimam que, no caso da gasolina, o repasse varie entre 7% e 20%. Mas há estimativas de técnicos do setor de que a alta do dólar e do barril do petróleo no mercado internacional já provoque pressão superior a 40% nos preços da gasolina e do diesel em relação ao último reajuste, concedido no fim de junho.

• Cotação

No caso do gás de cozinha (GLP), o represamento dos repasses desses aumentos já supera 60%, provocado principalmente pela determinação do governo de reduzir em 12,4% o preço na refinaria e devido ao fato de a estatal importar cerca de 35% do produto. O último reajuste da gasolina e do diesel foi calculado tomando como referência uma cotação do dólar de R$ 2,80.

• Estabilidade

O argumento da Petrobras para segurar o reajuste é o de que seria preciso uma estabilidade maior no câmbio, que estaria sendo artificialmente pressionado pelo cenário político das eleições presidenciais e a ameaça de guerra no Iraque. Até lá, o consumidor continuará refém das variações temporárias de preços, que em Bauru, sempre são atribuídas a promoções das distribuidoras.

• Superávit

O superávit da balança comercial no período de 12 meses (de novembro de 2001 até a primeira semana de outubro deste ano) já é de US$ 9,645 bilhões. De acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações no período somam US$ 57,430 bilhões, contra US$ 47,785 bilhões das importações.

• Saldo

Esse resultado supera, mais uma vez, a nova previsão do governo, que é de um saldo comercial neste ano entre US$ 9 bilhões e US$ 9,5 bilhões. Na primeira semana de outubro (entre os dias 1º e 6), a balança registrou superávit de US$ 364 milhões, com exportações de US$ 1,136 bilhão, menos importações de US$ 772 milhões.

• Participação

Com a chegada da primavera/verão, empresas do setor de inseticidas estão se movimentando para aumentar sua participação no mercado, que deve crescer ainda mais em virtude da incidência de dengue, mais freqüente neste período. Em 2001, foram movimentados R$ 290 milhões, 85% a mais que no ano anterior. A Reckitt Benckiser está investindo R$ 5 milhões no lançamento do Rodasol Ultra, inseticida que promete eliminar os insetos até dez vezes mais rápido que a marca líder.

• Internet

Em uma semana de operação, mais de 4 mil pessoas se cadastraram no iTelefônica, provedor de acesso grátis à Internet. As informações são da assessoria de imprensa da empresa. Os internautas que optaram pelo provedor correspondem a 13,3% do mercado de Internet grátis na região de São Carlos e Araraquara, estimado em 30 mil domicílios.

• Metas

Segundo a assessoria, o ritmo acelerado de adesões indica que o objetivo do provedor de conquistar 50% do segmento poderá ser alcançado antes do final do ano, prazo estabelecido no pré-lançamento do iTelefônica, em 29 do mês passado. Está nos planos da empresa estender o serviço para outras cidades atendidas pela companhia, o que inclui Bauru.

• No ar

Ontem, a TAM colocou no ar duas aeronaves Airbus A 330 na rota Brasil - Buenos Aires. Os aviões irão substituir dois Fokker-100, que inicialmente devem ser utilizados nas rotas nacionais da companhia. Segundo a TAM, a troca faz parte do projeto de renovação da frota da empresa. Na segunda quinzena de setembro, a empresa tirou do ar 21 aviões Fokker-100. O motivo foi a onda de incidentes (como pousos forçados) registrados com diversas aeronaves da companhia.