Córdoba – Brasil e Itália se conhecem muito bem, já fizeram grandes jogos e prometem mais um hoje. Como em um jogo de xadrez, os dois times se articulam ao máximo para montar a melhor estratégia para a vitória. O Brasil leva vantagem no quesito espionagem. Seis dos 12 jogadores brasileiros inscritos no Mundial, já atuaram, atuam ou irão atuar em clubes italianos.
Giba e Gustavo estão há duas temporadas defendendo o Ferrara; o capitão Nalbert já jogou no Macerata e agora, depois de uma passagem pelo voleibol japonês, retorna ao clube; o caçula Dante já está de malas prontas e jogará no Modena; Maurício e Giovane também já passaram por times italianos.
Em declaração ao site oficial da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), o capitão Nalbert fez questão de lembrar os poucos pontos negativos dos rivais.
â€œÉ um time completo e experiente. Mesmo assim, podemos explorar alguns aspectos menos positivos. O Fei jogava como meio e agora atua como oposto, ainda está se adaptando à posição. Já o levantador Vermiglio ainda é pouco experiente e está começando a jogar grandes competiçõesâ€, lembrou.
Para Giba, as informações que eles poderão dar ajudarão o grupo, mas nada que a equipe não conheça dos últimos confrontos.
“Sempre ajuda um pouco. Estamos sempre enfrentando eles no campeonato italiano e sabemos como eles jogam e como podem surpreender. Às vezes, facilita um pouco na marcação. Mesmo assim, nos conhecemos muito bem e não tem muita surpresa. O Bernardo já conhece também muito bem o estilo de jogo italianoâ€, lembrou o atacante.
Para o caçula da seleção, o ponta Dante, uma vitória sobre a Itália daria ao Brasil uma preparação maior para a semifinal e uma possível final.
“Será um grande teste. Se vencermos, ficaremos à frente dos outros times. Afinal, vamos enfrentar os atuais tricampeões. Já Argentina, Iugoslávia e Rússia não terão tantas dificuldades nesta fase. Temos de tirar proveito dessa situaçãoâ€, finalizou Dante.