10 de julho de 2026
Política

Para Agostinho, prefeitura precisa esclarecer proposta

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O ambientalista e vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) avalia que a Prefeitura de Bauru precisar esclarecer melhor a proposta para o tratamento de esgoto da cidade.

Segundo ele, embora o prefeito Nilson Costa (PPS) já tenha afirmado que a operação do sistema não será terceirizada, uma parte da população ainda desconhece essa decisão.

“Encontro com muitas pessoas que ainda acham que o tratamento de esgoto será terceirizado”, comenta. O parlamentar entende que se a administração realmente optar pela iniciativa privada, a aquisição da área deverá recair sobre a futura concessionária.

Ele explica que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) não tem capacidade de investimento para arcar com os custos das obras. O parlamentar diz que, além dos emissários e da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), a administração terá de construir duas estações elevatórias.

Elas vão possibilitar que 90 litros de esgoto por segundo deixem de ser despejados no rio Batalha. Uma das estações deverá ser construída no Jardim Vitória e já tem recursos da ordem de R$ 300 mil garantidos no Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

A outra está projetada para ser instalada na zona norte da cidade. Depois que estiverem em operação, o esgoto hoje lançado no rio Batalha será desviado para os emissários que vão alimentar a ETE.

O vereador acredita que depois que todo o sistema de tratamento de esgoto estiver em funcionamento, o município deverá baixar o seu índice anual de internação de pacientes vítimas de doenças transmitidas por água contaminada. Atualmente, os hospitais de Bauru internam, por ano, cerca de 30 mil pessoas nessas condições.