09 de julho de 2026
Polícia

Dise prende barraqueira acusada de vender cocaína no Lanchódromo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru apreendeu 23 porções de cocaína que seriam comercializadas no Lanchódromo da cidade. A comerciante de lanches N.M.M.P, 45 anos, foi autuada em flagrante por tráfico. Apenas as iniciais da acusada foram divulgadas pela polícia.

A comerciante saiu há pouco mais de um ano da cadeia de Cabrália Paulista, onde cumpriu pena por tráfico e reincidiu no crime. Se condenada, ela poderá pegar de três a 15 anos de reclusão.

A equipe de investigação trabalha no caso há cerca de um mês. Várias denúncias que chegaram à delegacia davam conta que no local havia tráfico, explica o titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos.

De acordo com ele, a equipe ficou observando a movimentação durante vários dias para constatar o crime. “Percebemos que as pessoas que freqüentavam a barraca não tinham o propósito de comprar lanches e apresentavam comportamento diferenciado.”

A barraqueira, além de não oferecer os lanches, transitava a noite toda para o banheiro coletivo. “Constatamos que ela deixava algumas porções da droga no banheiro e quando o usuário chegava, ela ia buscar. O depósito era pequeno.”

As observações resultaram em um pedido de busca e apreensão na residência da proprietária da barraca, onde os investigadores supunham que era guardada a droga.

Santos frisa que toda a operação foi direcionada para prender a mulher e não os micro-traficantes que agem naquela região da cidade. “Com o mandado judicial fomos até o núcleo Mary Dota e lá apreendemos a droga, que estava escondida entre fezes.”

Entre muita sujeira, os investigadores encontraram um embrulho plástico contendo as 22 porções de cocaína embaladas separadamente, prontas para venda. Além de uma porção maior que normalmente é vendida para os micro traficantes que a subdivide e revende.

As pequenas porções eram vendidas por R$ 10,00 e R$ 20,00. A maior devia valer cerca de R$ 50,00. Baseado nesse cálculo, a apreensão foi avaliada em aproximadamente R$ 500,00.

Resgatando o ambiente

O titular da Dise ressalta que resgatar o ambiente do Lanchódromo é um desafio para a polícia. “O Lanchódromo foi criado para a comercialização de lanches. É um local próprio para freqüência familiar. Este tipo de situação afasta as famílias.”

O delegado acha que com a prisão da acusada a movimentação de usuários de droga vá diminuir. “As investigações não terminaram. Vamos investir neste caso porque queremos resgatar o Lanchódromo para a população de Bauru.”