08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Queria entender


| Tempo de leitura: 2 min

Diz nossa Constituição que somos um Estado Democrático com direitos sociais, liberdade, segurança, desenvolvimento, igualdade e justiça, tendo como fundamento, entre outros, os valores sociais do trabalho. Nesse preâmbulo é que não entendo onde está a igualdade perante a lei, e, se alguém souber, por favor, esclareça-me. Por exemplo, para trabalhar o cidadão fica obrigado a uma série infindável de documentos, impostos, taxas e emolumentos. E observem, somos um País onde é necessário o trabalho para produzir riqueza, sem o que, cada vez mais, estaremos chafurdando no lodaçal da dívida, se pudéssemos assim entender nossa momentânea incapacidade financeira. As limitações à liberdade de trabalho são tantas que muitas pessoas se tornam “amigas do alheio” para poderem sobreviver. A dignidade da pessoa humana parece conta da carochinha. Por exemplo, o cidadão precisa trabalhar 35 anos para se aposentar com valor tão irrisório que é obrigado a continuar trabalhando. Já senadores e deputados com apenas 8 anos passam a receber polpuda aposentadoria. Vocês já ouviram político aposentado reclamar da aposentadoria? Ou juiz fazer greve? Mas o objetivo da República não é erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais? Ou a Constituição "é para inglês ver” ? Como fazer valer entre nós a declaração universal dos direitos humanos subscrita pelo Brasil? É claro que isto leva muito tempo, e o tempo passa se não o aproveitarmos. De tempos em tempos devemos fazer um reflexão para verificar a quantas andamos e presumivelmente onde estamos; se paramos ou escolhemos um caminho para prosseguir e vencer as dificuldades. Os caminhos são vários, mas um, por sinal excelente, colocado à nossa disposição, é o voto. Com ele podemos alcançar algumas metas que precisam e devem ser atingidas, como educação e trabalho das quais não podemos prescindir sob pena de sucumbirmos. Assim, neste eleição, procuremos alguém que possa realmente ajudar a transformar nosso Brasil numa Nação de Brasileiros. Evitemos o “clientelista” que promete e não cumpre. Analisemos seu passado, seu presente e suas verdadeiras intenções de encontrar o caminho certo. E se pode ajudar Bauru a crescer com o Brasil. Isto é muito importante e não pode ser esquecido por ninguém. Sejamos brasileiros, mas também bauruenses. (Itamir Crivelli - Comissão Justiça e Paz Diocese de Bauru)