O prefeito Nilson Costa recomenda rígida economia para enfrentar a falta de água em Bauru e afirma que a administração tem investido no setor. Para ele, a principal causa do desabastecimento é a falta de chuva e não há solução imediata.
“A perfuração de um poço, que leva meses, custa mais de R$ 1 milhão. E não é um poço que resolverá a solução da cidade se não chover e economizar. Fazemos os investimentos à medida que temos recursos e, no momento, não temosâ€, afirma.
Nilson reafirma que está estudando a possibilidade de autorizar o reajuste da tarifa de água para o DAE ter recursos e fazer investimentos. “Estamos em vias de recorrer ao reajuste de tarifa que o DAE está cobrando há tempoâ€, conta.
Para este ano, afirma o prefeito, está prevista a perfuração de um poço no Parque Jaraguá. “Mas não vamos perfurar poço sem licitação porque estaremos correndo o risco de ser denunciados por pessoas que acham que há coisas ilegaisâ€, defende-se.
“Na nossa administração terminamos o poço do Jardim América, que estava inacabado, e que ajudou no abastecimento dessa região e do Geisel. Em 99 perfuramos emergencialmente um poço no Parque Roosevelt e até hoje estamos pagando por isso. Fizemos um grande reservatório ao lado da Vila São Paulo e um gigante no Gaspariniâ€, afirma.
Para o prefeito, a falta de água é um problema sério, que atinge muitas cidades, não apenas Bauru. “A Folha de São Paulo de hoje (ontem) trouxe matéria que diz que cidades do Nordeste e de Minas Gerais afetadas pela seca receberam R$ 70 milhões do governo federalâ€, diz.
Ele frisa que o problema de Bauru é climático. “Alguém pode falar que faltou planejamento. Mas se fosse possível planejar chuva então poderíamos evitar a existência do deserto do Saara. O que está ocorrendo é uma estiagem que não se cogitava e um calor acima das previsões, que eleva o consumo de água e não temos chuvas para repor o rioâ€, diz.