09 de julho de 2026
Articulistas

Água mole em pedra dura


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Sabe-se que nada menos de dois terços do torrão universal são constituídos por águas de todos os tipos. Líquidos, assim, de inúmeros tamanhos, sabores e cores diversas, como os mares e oceanos, romanticamente verdes ou azuis, e os lagos, rios, cascatas, fontes e fios d’água, de cores clarinhas, os quais cobrem mais da metade do imenso cosmo, sobre o qual falam-se ou cantam hinos e poesias os mais bonitos, encantando os ouvidos das criaturas viventes. Não bastassem essas referências para se dar imenso valor às águas, dar-se-ia ampla significação a elas lembrando que os mares concorreram para que os povos e, mesmo, famílias apenas, construíssem suas vigorosas histórias, como aconteceu com a grega, egípcia e romana, as quais se agigantaram junto aos rios e os mares, tendo-se de relembrar, então, dos legendários rios Nilo, Eufrates, Ganges, Jordão e outros, amplamente descritos por escrituras eclesiásticas e demais repositórios históricos.

Neste Brasil imenso, aí estão para ser vistas e admiradas capitais marítimas tipo Rio de Janeiro, Salvador, Natal, Recife, Maceió, Aracaju, Florianópolis, João Pessoa, Fortaleza, São Luís e Belém, além de Porto Alegre, Manaus e muitas cidades valorizadas pela paisagem de grandes caudais... Não se contesta, portanto, que as urbes mais avantajadas existentes no Brasil e no mundo têm nos mananciais aquáticos suas potencialidades higiênicas e econômicas mais significativas sob todos os pontos de vista. Há, porém, algo em que as águas são mais importantes, insubstituíveis mesmo. Referimo-nos àquelas no marulhar das quais nasce a vida. Sim, exatamente, a vida! Aí elas são como que mães dos seres, porque, todos o sabem também, a criança é gerada e cresce tanto quanto possa numa bola de água, em cuja substância encontra o essencial para começar a viver. É no pequenino lago - o ventre materno - que durante nove meses, às vezes menos, mexendo-se, crescendo e fortificando-se, toda pessoa se corporifica para vir ao mundo e aqui permanecer indefinidamente. Seja por tão imperiosa razão que a água é amada por todos e, principalmente, pelo seu Criador, como sua auxiliar na geração da humanidade, bem como na preservação dela, posto que o elemento de maior quantidade existente no organismo das pessoas é exatamente ela, que o hidrata interminavelmente, em função do que se entende que temos de defender ao máximo todas as suas nascentes. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)