09 de julho de 2026
Política

Nilson Costa compõe mesa ao lado de lideranças tucanas

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar da visita do governador Geraldo Alckmin (PSDB) a Bauru ter sido em caráter oficial, a campanha eleitoral se evidenciou nas vaias dos tucanos ao prefeito Nilson Costa (PPS), que declarou nesta semana apoio às candidaturas de José Genoíno (PT) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As vaias - contidas - se iniciaram quando Nilson foi chamado à mesa onde seria assinado o contrato de gestão do Hospital Estadual de Bauru com a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu.

Também faziam parte da mesa, o deputado estadual reeleito Pedro Tobias (PSDB) e o atualmente suplente para a Assembléia Legislativa Milton Flávio (PSDB), que obtiveram votação expressiva em 6 de outburo. Na platéia, estavam prefeitos de mais de 30 cidades da região e muitos correligionários tucanos.

Após a assinatura, Alckmin declarou não concordar com a manifestação. “Não sei se (a vaia) é pelo fato de ele (Nilson) estar apoiando o Genoíno, eu sou contra essas coisas. Tanto é que eu fiz questão, eu que mandei convidar o prefeito para fazer parte da mesa, apóie quem ele quiser”, afirmou.

E completou: “Nominei (Nilson) em primeiro lugar porque é prefeito da cidade, e eu não acho adequado esse tipo de coisa. É da lógica da democracia: as pessoas apóiam quem acham que devem apoiar.”

Alckmin disse também que o fato de sua vitória em primeiro turno na maioria das cidades administradas pelo PT não será “obrigatoriamente” utilizado na campanha do segundo turno, e preferiu comentar sua performance em todo o Estado. “Eu ganhei em 547 municípios, inclusive em grandes municípios, como a Capital. Isso mostra que nós não discriminamos ninguém, nenhum município, todo mundo é atendido de maneira respeitosa”, afirmou.

No entanto, Alckmin rebateu as críticas de Genoíno, de que o governo estadual estaria inaugurando o Rodoanel “a cada quilômetro”. â€œÉ muito feio isso”, salientou. E prosseguiu: “A prefeitura de São Paulo se comprometeu, assinou um protocolo para entrar com 25% da obra e não entrou com nenhum centavo.”

Quanto às alianças para a disputa no segundo turno, o governador declarou querer os votos do candidato derrotado Paulo Maluf (PPB). Durante a semana, a cúpula paulista do PPB informou que quem receber apoio do partido terá de assumir publicamente que está com Maluf.

“Eu quero voto de todos os eleitores que votaram em candidatos que não chegaram ao segundo turno, inclusive do Maluf, do PPB. Quero sim, vou trabalhar para ter esses votos”, ressaltou Alckmin.