09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Inpa e a vergonha nacional


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Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia também continua num emaranhado de denúncias, através de montanhas de relatórios cujo teor não é outro senão as inúmeras irregularidades ambientais a exemplo de outros Órgãos interligados na mesma área. Tenho a absoluta convicção de que “rotulados” com expedições científicas, os “estranjas” entram e saem de qualquer parte do nosso País, fazendo e desfazendo desses incautos brasileiros e que se vendem e a troco de níqueis, míseros níqueis! Exemplo típico é que vem ocorrendo em nossos Santuários Ecológicos, diria, de longa data e nada de concreto acontece, nem sequer as irrisórias multas. No entanto!...

No meu entendimento, o acesso em nossas “matas virgens” deveria ser exclusividade de cientistas comprovadamente de excelente estirpe, e sendo condição “sine qua non”, brasileiros natos... raras exceções ao elemento estranho. Há anos que são enviados para o Exterior, nas “asas” da clandestinidade, portanto, burlando os impostos, plantas medicinais, minerais, animais silvestres raros, e até amostras de sangue e de DNA dos mesmos. É simplesmente vergonhoso e como uma pessoa consciente, de sua honestidade e brasilidade, pode se calar diante de tamanha barbárie? (entre tantas) - Sangue de barata?! De algum tempo até a esta parte, a Ecologia passou a ser modismo e mais recentemente, o denominado Eco-Turismo tomou vulto, no entanto, nada mais é do que uma forma de abocanharem dinheiro, porquanto os devidos e até elementares cuidados na preservação do ambiental como um todo, fica para trás.

Com esse procedimento é mais um processo devastador das nossas ricas e belas reservas, especialmente na Amazônia, que passa pelos “pacotes” do ecoturismo... Ficamos perplexos ao tomarmos conhecimento de uma das grandiosas maravilhas do Organismo denominado Planeta Terra, que se esvae na miséria do seu povo, bravo e retumbante! Reitero que a nossa Nação tornou-se uma imensa pocilga moral e obviamente anti-cívica, em virtude desses bandoleiros que se dizem políticos, com reflexos em nossa gente. A conclusão a que cheguei é que continuo “malhando em ferro frio”, para usar o adágio popular dos nossos antepassados, mas enquanto puder, continuarei com esse objetivo idealístico, que norteia o meu existencial, calcado no trabalho e na esperança de um dia, ver tremular soberano o Pavilhão Nacional. Estamos nas vésperas das eleições, e a rigor, reporto-me aos grandes vultos do passado, que com elevado sentimento cívico, inteligência e coragem, estavam voltados para proporcionar o bem-estar, saúde, moradia e segurança da Nação.

Portanto, não temos homens na acepção da palavra, para ocupar o mais alto cargo eletivo e a despeito do exposto, farei um enorme esforço, ao me dirigir às urnas eletrônicas, para cumprir com o meu dever cívico. É a única arma democrática do povão, apesar dos pesares! Que possamos radicalmente acordar o gigante anestesiado, através de radical mudança e fazê-lo respeitado tanto quanto admirado, pelo seu merecimento e grandiosidade... (Arthur Monteiro de Carvalho Netto - Jornalista - Min. Tb 24.444)