Jânio, o último presidente eleito pelo povo a receber a faixa presidencial de outro também eleito, Juscelino, mostrou muito nacionalismo nos meses que governou. Renunciou e desabafou as durezas no mini-resumo abaixo. Talvez devesse ou pudesse ter “insistido†um pouco mais.
Naquele dia 25 de agosto de 1961, com a renúncia, o povo voltava abatido e desmotivado para casa, num clima coalhado de incertezas. Era preciso pensar muito naquela renúncia. Por causa dela, o povo também se sentia acuado pelos supostos “donos do mundoâ€, sempre equipados com a melhor tropa e o melhor canhão. E o cidadão consciente que havia desenhado os efeitos da democracia para os anos seguintes frustrou-se perguntando pela nossa liberdade. Mas nossa gente mal sabia que de liberdade mesmo não tínhamos nem a “estátuaâ€...
Jânio desabafou na sua carta (trechos): “Baldaram-se os meus esforços para conduzir esta Nação pelo caminho de sua verdadeira libertação política e econômica, o único que possibilitaria progresso efetivo e a justiça social a que tem direito o seu generoso povo. Desejei um Brasil para os brasileiros, afrontando neste sonho a corrupção, a mentira e a covardia... e ambições de grupos, ou indivíduos, inclusive do Exterior... Sinto-me esmagado... Forças terríveis levantam-se contra mim...†Mas as coisas não mudaram muito. Para poder passar a faixa presidencial adiante, Fernando Henrique e seu povo mataram uma fera faminta por dia, sem mexer no “coldreâ€. Verdadeiro milagre para quem não tem nenhuma estátua da “liberdadeâ€, em torno da qual proliferam os ases do cinismo e hipocrisia que assustam o mundo.
Mas nós temos uma outra estátua, de braços bem abertos que simboliza, em tamanho inimaginável, a proteção que paira por toda a Nação brasileira!...(Antonio Ribeiro Corrêa - RG: 4.168.220)