08 de julho de 2026
Geral

Consumo de medicamentos cresce 67%

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

O consumo de medicamentos em Bauru, através do Sistema Único de Saúde (SUS), teve um aumento de cerca de 67% em agosto e manteve-se alto em setembro.

O cálculo é baseado nos gastos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com medicamentos nos últimos meses. De acordo com a titular da SMS, Sônia Fiocchi, não houve aumento nos preços dos remédios, mas uma surpreendente demanda de atendimento nas unidades de saúde.

No mês de julho, o município gastou R$ 162.875,07 em medicamentos. Em agosto, a parcela do orçamento municipal destinada a remédios subiu para R$ 272.169,21. Esse valor manteve-se alto em setembro, mês em que a prefeitura investiu R$ 271.265,47 com essa finalidade.

As cifras referem-se aos remédios para toda a rede municipal. Estão inclusos, ainda, os medicamentos do programa Dose Certa, através do qual a prefeitura recebe dos governos Estadual e Federal um teto mensal de R$ 53.759,00 em medicamentos.

O Dose Certa é um programa específico para unidades básicas de saúde e não atende pronto-socorros. Portanto, todos os medicamentos consumidos nos pronto-socorros saem do orçamento municipal. Além disso, quando o consumo nas unidades básicas ultrapassa a cota do município, estabelecida de acordo com o número de habitantes, a Secretaria de Saúde repõe com verba própria.

â€œÉ um aumento assustador. O atendimento tem aumentado freqüentemente. Nesses últimos meses, principalmente por ser um período de muita virose, o uso de antibiótico foi muito intenso”, expõe Sônia. “Isso ocorre em função da onda que houve de processo viral com um índice razoável de complicações. Para o processo viral em si não se usa antibiótico. Mas na evolução, eventualmente tem que usar”, acrescenta.

De acordo com a secretária, nos últimos anos não há registro de meses em que a demanda dos serviços da rede municipal de saúde tenha sido tão alta.

A titular da SMS atribui parcela desse aumento à sazonalidade. “No inverno, aumenta muito o índice de doenças respiratórias. A primavera é típica de catapora e conjuntivite. No verão, é muito maior a incidência de processos gastrointestinais. Com essa mudança climática imensa, vira uma miscelânea. Estão ocorrendo acometimentos mistos”, explica.

Não apenas a demanda de medicamentos, mas os serviços de saúde no geral foram mais requisitados nos últimos meses. O aumento da procura por remédios, de acordo com Sônia, também é um reflexo do número de atendimentos, já que a prefeitura apenas dispensa medicamentos aos usuários cadastrados e com receita da rede pública de saúde.

“Nós tivemos um período de quase cinco semanas consecutivas em que os nossos serviços em geral tiveram um aumento muito importante”, reforça.

Embora o consumo tenha surpreendido a administração municipal, a secretária de Saúde afirma que não estão faltando remédios nas unidades de saúde. “Esporadicamente, a entrega atrasa no estado todo, mas faltar, não falta”, garante.