• Acesso
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está preparando um novo modelo de tarifas para o acesso discado à Internet. Em audiência pública, a agência propôs dois modelos alternativos ou concorrentes com o atual sistema de cobrança por pulso ou por minuto. O objetivo é fazer com que as empresas definam valores fixos com possibilidade de acesso a partir de qualquer localidade do País, sem a cobrança de interurbanos.
• Internet
Os novos modelos têm como finalidade minimizar os problemas de indisponibilidade de provedores de acesso em todo o País e imprevisibilidade dos gastos com telecomunicações para acessar esses provedores. Atualmente, somente 6% dos municípios brasileiros possuem provedores de Internet, concentrados principalmente no Sudeste e Sul, e 44% da população precisa fazer chamadas interurbanas para acessar a rede.
• Provedor
Em um dos modelos, cada provedor passará a ter um número único de acesso com tarifa fixa, mais barata que a atual. O usuário pagaria ao provedor pelo acesso ao conteúdo e uma tarifa “flat†(única) pelo serviço de telecomunicações. Na outra proposta, a relação do usuário será com uma empresa de comunicação multimídia, que prestará todo o serviço, repassando o valor da assinatura ao provedor.
• Lançamentos
Para colocar os lançamentos nas prateleiras no final do ano, fabricantes passaram a fazer negociações de preço com o varejo “de trás para a frenteâ€. Em lugar de mostrar as tabelas de reajustes e conseguir taxas de aumento, alguns fabricantes já determinaram os preços dos lançamentos com base nos valores das mercadorias antigas. Também desistiram de fixar agora uma taxa de reajuste para os produtos que serão lançados no Natal.
• Varejo
A idéia seria definir com o varejo por quanto ele consegue vender bem o produto e comparar com o valor comercializado por outras marcas. É o que se chama de negociar “de trás para a frenteâ€. O valor atingido pelos itens negociados dessa forma possivelmente não será o esperado pela indústria de bens duráveis, que chegou a apresentar tabelas de aumento de preços de até 30% após a disparada do dólar.
• Demanda
Mas os fabricantes não pretendem abrir mão de aumentos em cima dos lançamentos. Normalmente, as conversas para a venda desses itens acontece no início de outubro. Nesse caso, as conversas já ocorreram e como não há espaço para reajustes elevados em função da demanda retraída, existe a possibilidade de o reajuste ser jogado para o começo de 2003. Isso porque nesse período começa uma nova rodada de negociações para os pedidos do ano.
• Preços
O que incomoda os fabricantes e não convence o varejo é que, mesmo trabalhando dessa forma (procurando definir valores sem uma tabela na mão), fica difícil colocar lançamentos nas prateleiras sem um preço novo. Os fabricantes discordam e afirmam que as mercadorias lançadas tendem a ter uma parcela elevada de insumos importados. Dependendo do modelo de um refrigerador, por exemplo, 40% do produto tem custo atrelado à moeda norte-americana.
• Negociação
As dificuldades do varejo e da indústria para driblar a alta do dólar existem desde meados do ano, quando as redes foram pressionadas pelos fabricantes com novas tabelas de preços. A princípio, foram aceitos aumentos pequenos e gradativos - de 2% a 3% a cada mês - no caso da linha de imagem e som (TV e videocassete) e linha branca (freezers e geladeiras). Como a demanda não cresceu desde então, há uma tentativa de encontrar novos modelos de negociação entre as partes.