No dia 29 de setembro foi realizado em Bauru um passeio ciclístico organizado pela Polícia Militar, como evento de encerramento da Semana do Trânsito. Meus filhos quiseram participar e lá fomos nós. Já participamos de inúmeros passeios ciclísticos, mas uma tendência vem se avolumando e hoje tornou-se intolerável, o que nos fez abortar o passeio, ou melhor, paramos e deixamos a multidão passar...
Sou projetista amador de veículos de propulsão humana (já desenvolvi uma bicicleta reclinada em madeira, única no Brasil e um monociclo) e admiro toda e qualquer modalidade esportiva/recreacional que os utilize. Não tenho preconceitos em relação a diferentes modalidades ciclísticas e muito menos em relação a seus praticantes, mas a cada dia que passa, a participação dos Free Stylers vem se tornando mais irritante em passeios ciclísticos... Num passeio, a maneira mais adequada para alguém se portar é pedalar no ritmo que a multidão está pedalando e sem atitudes como frear inesperadamente ou querer correr mais que os demais participantes ou ainda se exibir efetuando acrobacias e proezas.
Pedir isso aos Free Stylers, porém, é pedir demais. Freqüentemente somos obrigados a desviar de ciclistas que teimam em costurar, andar em uma roda só, se atirar nos demais participantes e mais uma diversidade de gracinhas e condutas indesejáveis.
O Free Style é uma prática que tem como palco ideal um espaço confinado, onde os praticantes possam exibir suas habilidades e fazê-lo com segurança, para si e para os circunstantes. Num evento que se encerra numa praça ou parque, seria ideal que os Free Stylers aproveitassem o momento do encerramento para demonstrar suas habilidades e não durante o percurso. Ficam essas observações como sugestão para eventos futuros, e a sugestão para os policiais militares que acompanham os passeios, que exerçam sua autoridade repreendendo quem perturba o bom andamento e não fiquem apenas preocupados com quem sai da faixa destinada à evolução do passeio. (Eduardo Lourenço Pinto Jr.)