• Vendas em alta
Mesmo o mês de setembro não sendo considerado dos melhores em termos comerciais, as vendas do comércio varejista da região metropolitana de São Paulo cresceram 18,77% no mês passado na comparação com setembro de 2001. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio).
• Sem recuperação
Contudo, os técnicos da Fecomércio ressaltam que essa taxa positiva não reflete uma recuperação das vendas do setor, já que a base de comparação com 2001 é fraca em função, entre outras coisas, do racionamento de energia. O crescimento real (descontando a inflação) de agosto para setembro foi de 1,59%. No ano, acumula taxa de crescimento de 3,25%.
• Diferenças
Segundo a Fecomércio, alguns segmentos alcançaram crescimento razoável, enquanto outros não conseguiram nem “arranhar†índices de elevação nas vendas. Entre os setores que apresentam redução, um dos destaques é o grupo lojas de departamentos, com retração de 12,78% em relação a agosto e perda de 16,94% sobre setembro do ano passado.
• Destaque
Já entre os destaques de crescimento nas vendas estão os setores de material de construção e o de semiduráveis. De agosto para setembro esses segmentos apresentaram aumentos de 3,09% e 15,45%, respectivamente.
• Protestos
Em setembro, o volume de títulos protestados de pessoa física caiu 1,6% no País, na comparação com igual período do ano passado. Os dados são da Serasa. Segundo a empresa de análise de crédito, foram registrados 361 mil títulos naquele mês. Esse número representa uma média diária de 17 mil protestos, considerando somente os dias úteis.
• FGTS
Segundo a Serasa, a inadimplência cai devido ao uso dos créditos complementares do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para regularizar as pendências. Em relação às empresas, o calote aumentou em setembro em todo o País. O volume de títulos protestados de pessoa jurídica cresceu 5,9% no mês passado, em comparação com setembro de 2001.
• Alta
Foram registrados 394 mil protestos de empresas em setembro, número que representa uma média diária de 19 mil títulos. Segundo a Serasa, o impacto da alta do dólar nas dívidas das empresas está forçando uma renegociação dos débitos. Além disso, as empresas estão evitando contrair novos empréstimos devido às elevadas taxas de juros.
• Feiras
Mesmo com as mais recentes turbulências no mercado financeiro e com a disparada da cotação da moeda norte-americana, o setor de feiras prevê crescimento em 2003. A principal base na qual se fundamenta essa estimativa de expansão é a aposta na segmentação das feiras, segundo disse a Alcantara Machado, maior organizadora de eventos do Brasil.
• Aposta
De acordo com a empresa, o desmembramento de algumas feiras aumenta o número de eventos em 2003, o que sedimenta a otimista aposta no futuro desse segmento. Segundo as análises da Alcântara Machado, o atual cenário de turbulência é passageiro e, mesmo enquanto perdurar, não deve afetar significativamente esse mercado.