09 de julho de 2026
Bairros

Falta de água torna-se mais crítica

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) interrompeu o abastecimento de água para 14 bairros ontem à tarde para poder atender a região da Vila Cardia, que em alguns pontos estava há dois dias sem receber o produto. Além do remanejamento, que foi suspenso no final da tarde, a autarquia colocou quatro caminhões-pipa nas ruas para atender a população.

Maria Alice Cordeiro, que aproveitou o caminhão-pipa para encher a caixa de 1.000 litros, conta que desde terça-feira não recebia água em sua casa. “Na semana passada faltou água e só domingo consegui encher a caixa. Na segunda-feira ainda tinha água, mas desde terça não chega nenhuma gota. Economizamos, mas a caixa já estava quase vazia”, relata.

Bauru enfrenta falta de água desde a semana passada devido à redução do nível do rio Batalha, que abastece 43% da cidade. Desde então, o DAE adotou rodízio no fornecimento, para conseguir atender as regiões mais altas.

Com medo de enfrentar outro período sem água na torneira, Maria Alice afirma que a rotina da família, de quatro pessoas, mudou. “A água é só para a descarga do sanitário e fazer comida. Um toma banho no trabalho e outro no serviço”, diz.

Se os reservatórios estiverem com pouca água hoje, o DAE pode voltar a interromper o abastecimento em alguma região da cidade para atender outra, explica Sandra Faria, assessoria de imprensa da autarquia. “Vai depender da análise dos técnicos”, frisa.

Ontem à tarde deixaram de receber água o Jardim Shangri-la, Jardins do Sul, Jardim Tívoli, Parque das Nações, Jardim Estoril 1 e 2, Vila Zillo, Vila Santa Clara, Centreville, Parque Paulistano, Jardim Marambá, Jardim Cruzeiro do Sul, Vila Monlevade, Vila Coralina e Jardim Guadalajara.

De acordo com a assessoria de imprensa do DAE, esses bairros foram escolhidos para o corte porque estavam recebendo água normalmente nos últimos dias.

Apesar das altas temperaturas terem dado uma trégua ontem à tarde, o nível do rio Batalha se mantém entre 27 e 28 centímetros abaixo do normal, segundo Sandra. “Para a situação se normalizar é preciso chover bastante, de forma continuada, na cabeceira do rio”, ressalta.

Ontem, a autarquia recebeu 150 reclamações de falta de água e 100 pedidos de caminhão-pipa. Economizar água já faz parte da rotina de Jaudinete Pereira da Silva, que mora na Vila Cardia. “Ficamos sem água na semana passada. Voltou na segunda-feira e acabou na terça. Mas como estamos economizando, a caixa ainda não está vazia. Banho, por exemplo, é uma passada sob o chuveiro”, conta.