O desenhista Mauricio de Souza estará hoje à disposição da criançada e dos fãs da Turma da Mônica numa tarde de autógrafos que começa às 14h, na praça de alimentação do Jaú Shopping.
Mauricio descobriu o desenho ainda menino, mas foi na adolescência que começou a esboçar sua profissão, desenhando cartazes e pôsteres para ajudar no orçamento doméstico.
Na tentativa de se profissionalizar, acabou sendo repórter policial da Folha da Manhã por cinco anos. Mas chegou um tempo em que tinha que decidir entre a polícia e a arte. Ficou com a velha paixão.
Criou uma série de tiras em quadrinhos com um cãozinho e seu dono - Bidu e Franjinha - e ofereceu o material para os redatores da Folha. As historietas foram aceitas, o jornalismo perdeu um repórter policial e ganhou um desenhista.
Essa passagem deu-se em 1959. Nos anos seguintes, Mauricio criaria outras tiras de jornal - Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho - e páginas tipo tablóide para publicação semanal - Horácio, Raposão, Astronauta - que invadiram dezenas de publicações durante 10 anos.
Para a distribuição desse material, Mauricio criou um serviço de redistribuição que atingiu mais de 200 jornais ao fim de uma década. Daí chegou o tempo das revistas de banca.
Foi em 1970, quando a revista da Mônica foi lançada já com tiragem de 200 mil exemplares. Em seguida, 2 anos depois, surgiu a revista do Cebolinha e nos anos seguintes pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.
Hoje, com 67 anos, Mauricio de Souza é o cartunista mais famoso do Brasil. Suas revistas vendem-se aos milhões, o licenciamento é o mais poderoso do país e os estúdios se preparam para trabalhar com a televisão.
Paralelamente aos parques temáticos, Mauricio leva às capitais brasileiras o trabalho de 10 anos nas releituras de obras de grandes pintores na exposição “História em Quadrõesâ€, que pode ser visitada até o dia 10 de novembro no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, os novos filmes do Horácio, curtas de 1 minuto, produzidos em computação gráfica, que estão nos cinemas.
Além disso há “Diga Sim à Vida†um musical inédito com a Turma da Mônica, que aborda a dependência das drogas e faz parte de um projeto educacional ambicioso, onde pretende-se levar a conscientização e a alfabetização para mais de 10 milhões de crianças.