08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Bolsas de valores


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O candidato Lula, na guerra de competição presidencial, afirma que a Bolsa chega a ser “quase uma piada”. Uma afirmação dessa natureza não revela um espírito sério ou ao menos preocupado com os problemas nacionais, que para ele parecem não ter mais mistérios, quando se fala para massas incultas. Não é preciso um esforço muito inteligente para se comprovar que o candidato maneja a nossa língua com dificuldade e inexiste uma cultura disciplinada que possa lhe enriquecer a memória. Falta-lhe sensibilidade, sobrando uma confusão íntima, em que as coisas mal sentidas ou mal pensadas tumultuam a fala e até mesmo quando sobre o papel, não encontram o leito próprio, e se derramam por ele afora, sem medida e sem ritmo, desviando-se nos incidentes repetidos, gritando nas cacofonias e nos ecos, aviltando-se nos plebeísmos, turvando-se nos barbarismos e nos solecismos. Quanto mais alto é o coqueiro, pior é o tombo. A pior crise da história mundial começou com a quebra das bolsas (1939), onde as ações eram varridas pelos garis após serem jogadas ao chão pelos investidores porque perderam seu valor. Deve ser interessante assumir a presidência com a bolsa quebrada, o dólar em alta e o risco em órbita e os investidores todos se transferindo em busca de mercados mais seguros. Pense bem antes de votar. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)