09 de julho de 2026
Regional

'Invenções' são projetos de formatura

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Ipaussu - Entre as “estranhas invenções” expostas na Fenatel, em Ipaussu, estava uma batizada com o nome igualmente estranho de gritômetro. A obra, a exemplo de quase todas as outras em exposição, faz parte do projeto de formatura dos alunos da Etel.

O gritômetro foi planejado e executado pelos alunos Júlio Crepaldi Neto e Marcelo Cantelli, ambos de 17 anos, e levou dois meses e meio para ficar pronto.

O projeto não apresenta nada de prático para a vida cotidiana. Mas vale pela curiosidade.

O gritômetro é formado por uma caixa preta, com uma cortina, também preta, em uma das extremidades. O visitante coloca a cabeça dentro da caixa, dá um grito e uma seqüência de leds (pequenas luzes coloridas) mede a potência do ruído. No fim, a caixa emite uma mensagem de agradecimento: “obrigado pelo seu grito”. Nada além disso.

Outros projetos, no entanto, mostram uma certa lógica e abre perspectiva para a criação de algo realmente novo, como por exemplo o redutor de consumo de energia.

O projeto é composto de um sensor que desliga a televisão automaticamente quando não há ninguém sentado ou deitado no sofá. O mesmo dispositivo liga a TV quando o sofá está ocupado.

A estufa inteligente, que inicia o processo de irrigação assim que a luz natural desaparece; a minicidade, que serve para ensinar as leis de trânsito; o aeroporto, cuja pista de pouso e decolagem vai ficando cada vez mais iluminada com a falta de luz natural; e uma casa eletrônica, onde todos os comandos são controlados por um computador portátil, inclusive a intensidade da iluminação do jardim, são outros exemplos do que os alunos do ensino técnico da Etel são capazes.

De acordo com o diretor da escola, Geraldo Ivan do Amaral, foi exatamente essa a intenção da Etel. Mostrar a todos a capacidade de seus alunos.

“Antes da feira, a sociedade ficava alheia a tudo o que era produzido e ensinado na escola. Depois que ela surgiu, houve uma integração maior entre a escola, sociedade e empresa”, disse Amaral.

Além de estimular a criatividade, a exposição dos projetos tem como objetivo, segundo o diretor, valorizar o trabalho em grupo e estabelecer uma competição sadia entre os alunos.

Segundo Amaral, cerca de 60% dos alunos da Etel são de cidades vizinhas, como Ourinhos, Chavantes e Santa Cruz do Rio Pardo.

A escola oferece vaga para cerca de 1.000 alunos, entre ensino infantil, fundamental, médio e técnico, este último com predomínio de cursos nas áreas de eletrônica, eletricidade e informática em geral.