A memorização é apenas uma das diversas funções do organismo. Portanto, seu desempenho também depende de boas condições de saúde. Neste sentido, o psicólogo Jair Lopes Júnior, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Bauru) ressalta a importância de alguns hábitos, como restringir a ingestão de gorduras e praticar atividades físicas regularmente.
“Não adianta você fazer cursos e aprender técnicas de memorização e permanecer ingerindo alimentos que dificultam a circulação sangüínea na região cerebral. Você prejudica a metabolização de glicose e dificulta a oxigenação no córtex, por exemplo. Então, você ganha por um lado aprendendo estratégias, mas perde por outro, emperrando o desempenho orgânico”, salienta.
Segundo o professor, a pessoa pode melhorar o processo de memorização praticando atividades físicas que aumentem a irrigação de sangue no cérebro. Entre as diversas opções existentes, ele cita as ginásticas orientais, as práticas de yoga e de relaxamento.
Situações de estresse, depressão e ansiedade também devem ser evitadas ou minimizadas com atividades de lazer e prazer. O estresse crônico altera a irrigação cerebral e também pode afetar a memória.
Por fim, ele lembra do cigarro e das bebidas alcoólicas, que devem ser reduzidos ou mesmo evitados para não sobrecarregar o metabolismo.
“O córtex cerebral ocupa mais ou menos 2% do peso do corpo de uma pessoa. Apesar de seu tamanho reduzido, ele consome 20% de toda a energia gasta num dia”, afirma o professor. Isso mostra o esforço metabólico exigido no processamento das informações.