Quanto mais canais de assimilação há no momento da memorização, mais fácil torna-se a evocação e recuperação dos dados posteriormente. Por isso, os cinco sentidos - audição, visão, olfato, paladar e tato - são essenciais ao aprimoramento da capacidade de memória.
Numa sala de aula, por exemplo, os alunos armazenam muito melhor o conteúdo se, ao explicar a matéria, o professor escrever as palavras-chaves na lousa, fizer desenhos, imitar sons e vozes e fizer gestos. No entanto, se o mestre fica sentado à mesa falando por longo tempo, a atenção dos alunos certamente se dispersará.
“Este nível de atenção também é essencial à retenção dos dados, porque a pessoa desatenta tem dificuldade de selecionar os estímulos do ambiente. Ela não se concentra”, comenta a neuropsicóloga Maria de Lourdes Merighi Tabaquim, professora da Universidade do Sagrado Coração (USC).
É o que acontece, por exemplo, quando uma pessoa sai do carro conversando com outra. Alguns metros adiante ela tentará recordar se acionou ou não o alarme do veículo. Se a atenção dela estava na conversa, ela poderá não recuperar a informação. Porém, se ela olhou para o automóvel, viu a lanterna piscar e ouviu o ruído do alarme, ela terá certeza de tê-lo acionado.