09 de julho de 2026
Bairros

DAE desliga a 2ª bomba do Batalha

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Das 5h às 8h de ontem, a quantidade de água retirada do rio Batalha foi reduzida para um terço. O nível do manancial caiu para 22 centímetros - o normal é 50 centímetros - e o Departamento de Água e Esgoto (DAE) foi obrigado a desligar uma das duas bombas em funcionamento até então.

Em condições normais, três bombas de sucção retiram água do rio. “”Normalmente, são retirados do Batalha 560 litros de água por segundo. Quando a segunda bomba foi desligada, na madrugada, caiu para 240 litros por segundo”, explica Sandra Faria, assessora de imprensa do DAE.

O reflexo do desligamento da segunda bomba na madrugada veio logo pela manhã: vários pontos da Vila Cardia, Jardim Ferraz e Jardim Ouro Verde ficaram sem água, conta Sandra. “Recebemos 250 reclamações e 37 pedidos de caminhão-pipa”, diz.

O rio Batalha abastece 43% da cidade - as regiões das vilas Falcão, Independência e Cardia, Centro, Altos da Cidade, Santa Clara e dos jardins Marambá e Estoril. O restante da cidade é abastecido por 28 poços profundos e já enfrenta problemas. “O nível de todos os reservatórios estão baixo porque o consumo é muito alto”, completa Sandra.

A assessoria de imprensa do DAE ressalta que a população precisa economizar o produto, para evitar desabastecimento maior nos próximos dias se não chover. “As temperaturas continuam elevadas, não há previsão de chuvas e o consumo é alto”, frisa.

Desde o último dia 7, quando foi verificada a redução do nível do Batalha, o DAE passou a operar com duas bombas a maior parte do dia. A terceira estava sendo ligada à noite e madrugada, em períodos que o rio recuperava um pouco o nível.

Com o passar dos dias e a ausência de chuvas, a terceira bomba deixou de ser ligada por falta de água no rio. Agora, já há dificuldade em manter a terceira bomba funcionando 24 horas por dia. “Depois do desligamento na madrugada, a segunda bomba funcionou durante todo o dia de hoje (ontem), mas não sabemos se o rio vai agüentar”, lembra Sandra.

Há três semanas, o DAE adotou rodízio no abastecimento de água e, se o nível do Batalha continuar caindo, a cidade terá que enfrentar racionamento. “No racionamento é cortado o fornecimento de água para determinada região por um período definido, como 24 horas. Nesse período, essa região não recebe nenhuma gota d’água. Já no rodízio, o corte ocorre em um período do dia”, explica Sandra.

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Convivendo com economia

A dona de casa Delazir Ariette de Oliveira, que mora na Vila Cardia, diz que já se acostumou a viver com pouca água. “Eu sei economizar porque aqui na Cardia sempre tivemos problemas, mas agora está pior. Então não lavo mais quintal e banho está sendo de canequinha, para guardar a água da caixa para a descarga do banheiro”, conta.

Ontem, de acordo com Delazir, a água acabou por volta do meio-dia e retornou só no início da noite. “Alguns dias chegou só de madrugada”, lembra. Na casa, que moram cinco pessoas, a reservação é de 1.000 litros. A assessoria de imprensa do DAE informa que o ideal é ter reserva para 24 horas.

Franciele Costa, que mora na Vila Ipiranga, diz que também aprendeu a conviver com a torneira direto da rua seca em alguns períodos do dia. “O jeito foi reduzir o consumo, deixar de lavar calçadas, carro. Aqui em casa temos duas caixas d’água grandes e por isso não fomos afetados de cheio”, frisa.