11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Caso semelhante foi registrado em agosto

Gabriel Garcia
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No final do mês de agosto, a partir de uma denúncia, a reportagem do JC pôde constatar que vendedoras de corretoras credenciadas da Sul América induziam, de fato, o cliente ao erro durante a argumentação para a assinatura do contrato.

Sem se identificar, a reportagem telefonou para a Irecê Corretagem, “interessada” em um plano de capitalização para comprar uma moto. A vendedora, Sabrina Valente, declarou que, além dos sorteios da Loteria Federal, haveriam sorteios internos da corretora, o que não é verdade.

A vendedora também afirmou que o tempo de espera para receber o crédito não era longo. “Não demora muito, não. Eu já tive clientes que na terceira semana já conseguiram retirar o crédito”, disse. E completou: “O máximo que eu já vi sair foram seis meses. O máximo”.

Na ocasião, o gerente da Irecê, Fernando Amador, alegou que a vendedora estava na empresa há apenas 20 dias e que não havia feito o treinamento completo oferecido pela Sul América. Ela teria sido demitida em seguida.

Ao tomar conhecimento do caso, o diretor de marketing da Sul América Capitalização, Antônio Carlos Gabriel, classificou a situação de “absurda”. “Eles (os vendedores) sabem o que vai dar na Loteria Federal daqui a seis meses. Isso é absurdo”, declarou.