08 de julho de 2026
Cultura

Veritas é 10

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 3 min

Recriando nas praças e teatros de Bauru e região o clima das grandes orquestras americanas como as de Glenn Miller e Ray Conniff, a Orquestra Veritas, da Universidade do Sagrado Coração (USC) chega aos dez anos de vida com entusiasmo e a sensação de missão cumprida.

Para marcar a data, a USC preparou o Show 10, uma apresentação da orquestra que será realizada amanhã, a partir das 20h30, na escadaria da universidade.

O show, o 200o da Veritas, é aberto ao público e contará com homenagens e queima de fogos de artifício.

A Orquestra Veritas foi criada em 1992 pela irmã Antônia Inês Troczinski, então coordenadora do Núcleo de Arte da USC, do qual faz parte o Conservatório Pio XII, uma das raízes da orquestra. “A proposta desde o início era criar um grupo musical que interpretasse um repertório popular”, conta a promotora de eventos da universidade, Solange Valim.

O formato big band, com ênfase nos metais, como os grandes grupos americanos das décadas de 40 e 50 surgiu como uma forma de resgate. “Trouxemos de volta um tipo de música que não se tocava mais e que o público adorava e adora”, lembra Fernando Napoleone Paschoal, músico da orquestra desde sua primeira formação e atual coordenador musical do grupo.

Atualmente, a Veritas é única big band de Bauru, uma das poucas existentes no Estado a também a única mantida por uma universidade particular em todo País, segundo Paschoal.

A orquestra foi formada, e ainda hoje é composta, por funcionários e estudantes da USC, membros da banda da Polícia Militar e músicos bauruenses. Nos dez anos de existência, foram poucas as trocas de integrantes do grupo, que hoje tem 26 membros.

A primeira apresentação da orquestra aconteceu no dia 29 de outubro, numa “Quinta Cultural” da USC, sob a regência de José Paulo Castro Berbel, que comandou o grupo até abril deste ano. Há oito anos o grupo participa do projeto “Música na Praça”, fazendo apresentações abertas, ao ar livre, em diversas cidades da região e do Estado.

Com dois CDs no currículo (lançados em 1995 e 1997) e completando 200 apresentações amanhã, a Orquestra Veritas está cada vez melhor e mais motivada, segundo Paschoal.

“Big band é alegria, é passar para o público o prazer que estamos tendo ao tocar e temos conseguido isso agora com mais facilidade”, conta.

O músico cita a apresentação mais recente, em Ourinhos, no último domingo, quando o público que acompanhou o show numa praça ensolarada não deixou o local sem antes cumprimentar os músicos. “Foi a apresentação mais emocionante da minha vida, a gente conseguiu uma verdadeira interação com o público”, explica.

Na opinião de Paschoal a orquestra desempenha um importante papel cultural em Bauru e região. “Levamos música de boa qualidade para todos os tipos de pessoas, para crianças - que ficam fascinadas - e tudo isso ao ar livre, de graça”, explica.

Para a apresentação de amanhã, a Orquestra Veritas preparou um repertório eclético, com alguns clássicos populares. Estão na seleção: “As Time Goes By” (tema do filme “Casablanca”), “New York, New York”, “Yesterday”, “Aquarela do Brasil”, “Samba de Uma Nota Só”, “Garota de Ipanema”, além das famosíssimas de Glenn Miller, “Moonlight Serenade” e “In The Mood”.

• Serviço

Show 10 em comemoração dos 10 anos da Orquestra Veritas. Amanhã, às 20h30, na escadaria da USC. Grátis. Rua Irmã Arminda, 10-50. Informações: (14) 235-7000.