08 de julho de 2026
Geral

Cips ganha área da Casa do Jovem

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O Consórcio Intermunicipal de Promoção Social (Cips) recebeu, a título de doação, uma área de 10.400 metros quadrados no Jardim Redentor, onde há alguns anos funcionava a Casa do Jovem. O terreno foi alugado para um supermercado da região e o dinheiro será utilizado pela entidade para o atendimentos aos adolescentes.

Roberto Previdello, que aos 92 anos preside o Cips, afirma que o dinheiro da locação do terreno, cujo valor não foi divulgado, ajudará a entidade. “Esse dinheiro será único e exclusivamente aplicado na assistência aos meninos e meninas do Cips”, diz.

Há mais de 50 anos na direção da entidade, Previdello espera ampliar o número de vagas. “O Cips oferece cursos a 450 meninos e meninas carentes, cujos pais não têm condições de mantê-los e educá-los, e ainda faz o encaminhamento para o trabalho. Cada menino atendido aqui é um a menos na rua, correndo o risco de cair na marginalidade”, diz.

José Carlos Gomes da Silva, contador do Cips, explica que a renda do aluguel é importante porque a entidade tem R$ 12 mil de despesa mensal e recebe menos de R$ 8 mil de subsídio municipal e estadual. “Por isso, a entidade freqüentemente tem que recorrer a promoções como bazar e campanhas junto a empresas”, diz.

Ao fim do contrato de locação, o Cips estudará a possibilidade de abrir uma unidade no local, para atender adolescentes da região do Jardim Redentor. “O contrato prevê que toda a benfeitoria que for construída no terreno ficará para o Cips. Se as edificações permitirem e houver condições, podemos ter mais uma unidade”, completa Previdello.

Outra parte do terreno onde funcionava a Casa do Jovem foi cedida ao Lions Club que, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, tem projeto de construir um centro oftalmológico no local, para atender pessoas portadoras de catarata. As instalações da Casa do Jovem pertenciam à Associação Bauruense do Bem-Estar do Menor (Abbem).

Por alguns anos, as instalações foram cedidas à Prefeitura de Bauru, que desenvolveu um projeto social no local. Porém, de acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, após acordo entre as partes, a área foi devoldida à Abbem.

Como o prédio foi depredado e não mais oferecia condições de reforma, a entidade decidiu pela demolição da construção e da cessão da área ao Cips e ao Lions.

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Mercado de trabalho

O Cips está trabalhando para que um número maior de adolescentes atendidos pela entidade ingresse no mercado de trabalho. José Carlos Gomes Silva, contador da entidade, lembra que a lei 10.097/00 e a portaria do Ministério do Trabalho número 701, de 18 de dezembro de 2001, determinam que todas as empresas de médio e grande porte mantenham em seus quadros de 5% a 15% de jovens aprendizes.

“Em Bauru, ainda são poucas as empresas que têm aprendizes em seus quadros. Queremos mostrar às empresas e profissionais liberais as vantagens da contratação de um jovem do Cips. São meninos qualificados no programa de formação profissional em várias áreas”, explica. A entidade oferece cursos de informática, marcenaria, malharia, auxiliar administrativo, recursos humanos e contabilidade.

Além disso, ressalta Silva, o empregador não arcará com os encargos sociais do aprendiz. “O empregador repassa ao Cips o valor do salário e a entidade pagará o FGTS e seguro de vida do aprendiz e ficará responsável por oferecer os cursos”, explica. Atualmente, dos 450 adolescentes de 14 a 18 anos atendidos no Cips, apenas 52 estão trabalhando com carteira assinada.