Até o próximo dia 31, a meta da gerência executiva do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) é analisar 266 pedidos de aposentadoria que estão emperrados no órgão há mais de 365 dias. A titular da Previdência Social na região, Maria Lúcia Custódio Alves Pfefer, salienta que esse período de espera para os usuários é um “absurdoâ€, mas o déficit de funcionários e a greve realizada no ano passado pelos servidores acabou atrapalhando o andamento dos processos.
De acordo com ela, para atingir esse objetivo os funcionários estão trabalhando em esquema de força-tarefa, ou seja, formando grupos de pessoas destinadas a analisar e encaminhar somente esses pedidos. “Esse pessoal trabalha em um local isolado, fazendo somente a avaliação dos benefícios, para agilizar o que está paradoâ€, afirma a gerente.
Assim que terminarem essa etapa, eles deverão começar o trabalho de liberação dos 2.557 pedidos de aposentadoria das pessoas que deram entrada nos processos entre 45 e 365 dias atrás. “Esse trabalho deverá ser finalizado até dezembro. Em janeiro, a idéia é começar o ano sem acúmulo de processos represadosâ€, destaca Maria Lúcia.
De acordo com ela, o déficit de funcionários na área de Bauru é de 60%. “Temos 269 vagas abertas na gerência regionalâ€, conta.
O problema é que desde 1987 não é realizado um concurso para a contratação de funcionários. Com isso, o pessoal da retaguarda, ou seja, os servidores encarregados de encaminhar os pedidos de benefícios, acabam tendo que se concentrar na linha de atendimento ao público. “Têm dias que apenas entram pedidos de benefícios e nenhum é analisado, já que os servidores precisam ficar no setor de atendimentoâ€, conta a gerente executiva.