08 de julho de 2026
Geral

Violência provoca mudança histórica

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

O acréscimo dos mistérios luminosos é a mudança mais radical feita no rosário desde a sua criação, há nove séculos, e resultou do esforço de João Paulo II em estimular o uso do terço em resposta à multiplicação das situações de sangue e violência no mundo.

Pelo menos foi o que o próprio papa anunciou no 24.º aniversário de seu pontificado, em 16 de outubro, diante de cerca 20 mil peregrinos que se encontravam na Praça São Pedro, no Vaticano, conforme matéria publicada pelo JC.

Na mesma oportunidade, ele proclamou para este mês o início do Ano do Rosário e desejou que o período se converta em fonte de paz para o mundo inteiro. Para ele, o terço rezado dentro das famílias cristãs se apresenta como uma ajuda eficaz para conter os efeitos devastadores da crise atual.

História

Apesar do apelo atual do papa, a história do terço remonta a 1328, quando Nossa Senhora teria aparecido a São Domingos recomendando-lhe a reza do rosário para a salvação do mundo. Antes disso, textos católicos indicam que os orientais já usavam pedrinhas para contar suas orações vocais.

Mas foi através do aconselhamento de Maria mãe de Jesus, que nasceu a devoção do rosário. A oração significaria coroa de rosas oferecidas à Nossa Senhora.

Contudo, de acordo com o arcebispo de Botucatu dom Aloysio Leal Penna, trata-se de uma explicação piedosa para a origem do rosário, que não precisa ser contrariada, mas que não tem fundo teológico.

Outras fontes, não confirmadas pelo arcebisbo, indicam que o rosário foi criado em 1205 como expressão de amor à virgem Maria. A oração se baseou no hábito litúrgico de rezar 150 salmos semanalmente.