08 de julho de 2026
Geral

Controle de natalidade influi

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Embora o ritmo de crescimento de Bauru seja maior que o do Estado e o do País, a tendência nacional é de queda. A preocupação com o controle de natalidade pode ser a responsável por esse contexto.

É o que pensa, por exemplo, a secretária Municipal do Planejamento Maria Helena Rigitano. Segundo ela, até há poucos anos, as famílias tinham em média três filhos enquanto hoje as mulheres estão programando apenas uma gravidez. “A diminuição das famílias é gritante”, enfatiza.

Compartilha da mesma idéia o professor de sociologia da Instituição Toledo de Ensino (ITE), Hilário Rosa, que ressalta o fato da educação sexual ser praticada pelo governo há 30 anos. “Os resultados podem ser vistos agora”, comenta.

Defende posição semelhante o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, para quem a administração pública tem investido muito em programas de controle da natalidade. “Embora ainda exista muita desinformação, os núcleos de saúde sempre dispõem de preservativos e anticoncepcionais para distribuir. Pode faltar dipirona, mas não isso”, diz.

Ainda segundo ele, algumas igrejas também tem pregado o planejamento familiar. “Apesar dos esforços, a cidade continua crescendo com mais intensidade do que outras porque contamos com grandes núcleos habitacionais. Muita gente veio de outras cidades para se instalar aqui por causa deles”, garante.

Já para Rigitano, o fato dos índices médios de Bauru serem maiores não significa que a cidade esteja crescendo mais que outras do Estado. “Certamente os municípios próximos a Campinas se expandiram num ritmo maior, mas como a taxa de crescimento populacional do Pontal do Paranapanema deve ser baixa, o índice do Estado ficou menor que o de Bauru”, pondera.