Sinto que o meu grito seja inaudível, como se estivesse no deserto, sem perspectiva de ressonância ou repercussão por falta de reação da sociedade inerte. Que espécie de democracia é essa, se vemos o Brasil trepidando na base e afundando-se nas areias movediças da corrupção, da inflação, imunidades, impunidade e violência, sem que as expressões máximas brasileiras (com morte cerebral) ponham uma hasta aos atos de típico bang-bang de faroeste da criminalidade que são estampados diariamente nos jornais e revistas e afora salários de miséria, alta concentração de renda, superfaturamento, desemprego em massa, empresários em desespero por falência em benefício do mercado financeiro, enriquecimentos ilícitos, desvio de verbas, nepotismo, lavagem de dinheiro, luxúrias nas TV’s (apregoando a perversão) em busca de audiência, contrabando, agiotagem bancária, prostituição, sonegação, caixa 2, caos na saúde nacional, fome generalizada etc. São esses políticos, covardes (com rabo no meio das pernas) e apátridas que nos levam ao fundo do poço. São omissos e impassíveis, como estátua de jardim público ou como Pilatos que lava as mãos. Pátria? Que Pátriaâ€? E o povo??? E o povo que se lixe!!!
Somente os incauto boquiabertos acreditam nas bravatas dos discursos desses oradores maquiavélicos. Depois de eleitos, limitam-se a receber os seus polpudos salários, subornos e propinas, para deixar como está, para não ver, não ouvir e muito menos, falar. Lutam pelo poder como abutres indecorosos. E, nós, povão, temos como “brinde†a morte que nos espreita alhures, pois a morte não manda aviso e cada um de nós poderá ser o próximo “premiadoâ€. Será, apenas, mais um número na estatística, correndo ainda o risco de ser enterrado como indigente. Pátria? Que Pátria? E o povo???? O povo que se lixe!!!
O respeito, esse “animal raro†está em vias de extinção. A esperança do cidadão é uma ilusão que morre na praia, por que está algemado e amordaçado, assistindo o talento, o patriotismo e a moralidade pública sendo substituída por medíocres, subjacentes e disseminados nos porões da representação da sociedade. O medo está espalhado entre a população e ela é mais visível no Rio de Janeiro. A insegurança é o denominador comum. Coragem não é pinga que se vende nos botecos. Coragem é moral e determinação. (Alfredo Figueiredo - RG Maer 2725)