09 de julho de 2026
Política

Partidos iniciam corrida para 2004

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

A eleição de domingo já faz parte do passado. Os dirigentes partidários e lideranças políticas começam a correr contra o tempo para articular e viabilizar a disputa do pleito municipal de 2004, quando se escolherá o futuro prefeito de Bauru e os vereadores que vão compor o Poder Legislativo.

A eleição de 2004 terá um novo componente político: a possibilidade de se ter segundo turno para a escolha do chefe do Executivo da cidade. O cenário obriga os partidos a se fortalecerem através de alianças com outras legendas.

A instituição do segundo turno no município, portanto, antecipa as discussões e articulações para 2004, inaugurando a corrida sucessória em direção ao Palácio das Cerejeiras.

O PSDB disparou o processo tão logo encerrou o primeiro turno das eleições, no último dia 6. Reeleito à Assembléia Legislativa com 124 mil votos, o deputado Pedro Tobias (PSDB) tratou de marcar posição.

O tucano elogiou a performance de seu companheiro de dobrada, o empresário Caio Coube, que disputou a Câmara dos Deputados pelo PSDB e amealhou cerca de 74 mil votos. Ele não foi eleito, mas capitalizou a boa votação a seu favor.

Tobias praticamente lançou Coube à Prefeitura de Bauru, mas tomou o cuidado de não melindrar os demais prefeitáveis do partido, dentre os quais os vereadores Toninho Garmes e João Parreira, ressaltando que os tucanos tem uma boa lista de pré-candidatos.

Reforço de Alckmin

O presidente da executiva municipal do PSDB, Ricardo Carrijo, não só reconhece que o partido saiu fortalecido da última eleição em nível local como também admite que a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), confirmada no último domingo, reforçará as pretensões do tucanato bauruense.

“Com Pedro Tobias reeleito à Assembléia, com Geraldo Alckmin no governo e com a expressiva votação do Caio, temos, agora, que nos voltarmos para as eleições de 2004”, assume.

Carrijo, no entanto, pega carona no discurso de Tobias e aplica uma dose de jogo de cintura para evitar melindres. â€œÉ lógico que, além do Caio, temos o Toninho Garmes e o João Parreira, dois excelentes nomes e políticos”, pondera.

O dirigente tucano afirma que a palavra de ordem no partido, daqui para frente, é a articulação para 2004. “Precisamos ganhar mais músculos para ficarmos ainda mais fortes”, prega.

Ele prefere, neste momento, não adiantar as movimentações de bastidores que já estão em curso, embora somente no campo das conjecturas. “Temos que ter bons parceiros para a eleição municipal, principalmente porque vamos ter a instituição do segundo turno”, lembra.

Para iniciar a discussão do assunto, o presidente da executiva municipal tucana agendou reunião do diretório para o próximo dia 9, sábado.

Candidatura própria

Além do PSDB, dirigentes e lideranças do PT também começaram a arregaçar as mangas para viabilizar o projeto político de lançar candidatura própria em 2004.

Logo após votar no último domingo, a presidente da executiva municipal do PT, Estela Almagro, anunciou que o partido começa a se preparar para o pleito municipal de 2004.

“O momento de 2004 será o momento do PT”, garante. Ela acha que caberá à legenda a difícil tarefa de conduzir, com habilidade, o processo sucessório municipal.

“Não basta o Lula ter chegado à Presidência da República para acharmos que as eleições municipais estarão colocadas para o partido em todas as cidades. Vamos ter que conduzir e acompanhar a nossa realidade local e criar os quadros necessários para termos uma boa bancada e a chefia dos executivos municipais”, explica.

Estela prepara a pauta das discussões para o próximo mês. Mas extraoficialmente, a dirigente já mantém contatos com lideranças políticas de outros partidos.

Segundo comenta-se nos bastidores, o PPS do prefeito Nilson Costa e o PT conversam informalmente sobre a eleição municipal de 2004. A direção dos dois partidos, no entanto, não confirmam as conversações.